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Transtorno Bipolar na visão da constelação familiar



O transtorno Bipolar é um transtorno caracterizado por dois ou mais episódios de alteração do humor onde o nível de atividade do sujeito está profundamente perturbado, sendo que este distúrbio consiste em algumas ocasiões de uma elevação patológica do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) e em outras, de um rebaixamento patológico do humor e de redução da energia e da atividade (depressão). 

Para Bert Hellinger o  distúrbio bipolar é uma doença sistêmica ou seja, encontra-se no campo familiar do paciente. O bipolar identifica-se com alguma caso muito grave de assassinato,morte, tragédia acontecidos em sua família. A questão é que o Bipolar identifica-se  tanto com a vítima  quanto com o agressor. Adota os sentimentos tanto do inocente como do agressor e ambos ficam conectados em seu ser. Apesar das duas consciências estarem conectadas não significa que elas estão conciliadas. É daí que surge o conflito, e  este conflito fica "vibrando" com duas consciências opostas, que não são suas. Então passam a ser 3 consciência em uma única pessoa. 

É difícil uma pessoa suportar essas  consciências, e quem chega a esse limite, podemos considerar "trifásico". São os casos mais graves de bipolaridades. Num dos polos ou das fases há uma tendência ao suicida, que as constelações podem auxiliar, desde que o cliente se entregue e queira se curar.

Fonte: claudiane tavares

A DOR DOS EXCLUÍDOS


O argumento que mais tocou o meu coração desde que iniciei os estudos sobre Constelações Familiares foi sobre a dor dos excluídos. O enorme desequilíbrio que desencadeia ondas de dor chega a durar séculos num sistema familiar é justamente a exclusão de um membro. Quando nascemos, a nossa mãe nos dá a vida e com ela o nosso “campo” energético ou familiar. Por toda a nossa vida, será nessa “frequência” que viveremos, sentiremos e agiremos. Esse campo vibra em ressonância com os campos de todos os pertencentes a família de origem. Então, excluir, desprezar, desconsiderar, negar a existência de um dos seus membros da família é um ato gravíssimo que ressoa em todo os participantes daquela constelação, atingindo os campos dos envolvidos de forma inexorável e trágica. A exclusão tem um raio de ação devastador nas vidas dos membros que nem conhecem o fato. E esse é um dado importante: muitas pessoas são afetadas pela exclusão de um antepassado que nem conheceram o nome ou a existência.

Se a exclusão é de um irmão ou irmã que o pai ou a mãe tiveram fora do casamento e esconderam o fato por anos, causando dor e sofrimento na criança negada, o impacto será enorme. Nas constelações observa-se que nesses casos um irmão se afasta da família (com o seu afastamento a alma honra a irmã excluída) ou entra em conflito com o genitor que a excluiu. Em outros casos, vários membros de uma família que excluiu um parente emigram para países de outros continentes, sem ter consciência que aquele ato é uma enorme demonstração de amor para com o excluído. Essas pessoas que se sentiram impelidas a viver muito longe de sua família de origem não conseguem sentir alegria e prazer na cidade onde seus familiares também residem. Forças invisíveis os guiam para muito longe, para compensar a dor e o sofrimento daquele que um dia foi mantido longe dos corações dos demais membros da família. Sua alma é impelida a honrar a dor do excluído.

Noutros casos a lealdade entre as almas das irmãs e irmãos se estende ainda mais, fazendo com que uma irmã não gere filhos enquanto a outra excluída não encontra o seu lugar no sistema familiar. A lealdade invisível entre as almas dos irmãos é enorme e eles abrem mão da própria felicidade para que no sistema seja compensada a dor do outro irmão.

Tania Rocha