A terapia que olha com amor a árvore genealógica, removendo os bloqueios transgeracionais na família.
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10º ENCONTRO DE CONSTELAÇÕES FAMILIARES EM FLORIANÓPOLIS
A terapia da Constelação Familiar é
um psicodrama energético-espiritual que coloca em evidência a conexão profunda
que temos com a nossa família, com os antepassados de varias
gerações. Evidencia os vínculos que não conseguimos acessar em nossas
consciências, criando padrões de comportamento que impedem o livre fluir de
nossas vidas. Desta forma, é possível liberar a dor e os vínculos na sessão de
psicodrama espiritual da Constelação familiar.
Áreas de atuação:
- Em todas as questões familiares
- Problemas de vícios e atitudes compulsivas
- Sintomas e doenças psicossomáticas
- Bloqueios emocionais e traumas
- Questões de relacionamento
- Autoconhecimento, autocontrole
Data: 26 setembro de 2012
– Quarta-feira
Horário: 18:30 horas - Centro - Florianópolis
É
necessário inscrever-se com antecedência (Dez participantes)
Informações:
9927-5666
O AMOR NA FAMÍLIA
O fruto do amor entre um homem e uma mulher são os seus filhos. Há também uma ordem escondida que suporta o amor entre filhos, a sua ordem na hierarquia familiar. A hierarquia familiar segue o fluxo do tempo, isto é, aqueles que estavam lá primeiro vieram antes daqueles que vêm mais tarde. Numa família, os pais já lá estavam antes dos filhos. O seu amor de um pelo outro enquanto homem e mulher, fundaram a família, e vem antes do seu amor para com os seus filhos, como pais. Em algumas famílias, as crianças atraem a total atenção de ambos os pais. Em tais famílias, os pais já não são principalmente um casal, mas sim fundamentalmente pais, e os seus filhos geralmente sofrem com isso.
Quando o amor dos pais um pelo outro, como homem e mulher, mantém a sua prioridade, os filhos geralmente sentem-se muito confortáveis e satisfeitos. Em famílias assim, o pai está implicitamente a comunicar aos seus filhos, "eu vejo-te como és, mas também vejo a tua mãe em ti; e em ti, eu amo-a e respeito-a mais do que sempre." E a mãe comunica aos filhos, "eu vejo-te como és; mas ver-te lembra-me o quanto eu amo e respeito o teu pai, porque eu vejo-o em ti também." E os pais comunicam um ao outro, "quando vejo os nossos filhos, amo-te e respeito-te ainda mais." Então o amor dos pais para com os seus filhos é uma continuação do seu amor como um casal, mas o amor de um para o outro dos pais mantém a sua precedência, e os filhos sentem-se livres. Muitas famílias hoje são segundas ou terceiras famílias. Por exemplo, quando o homem e a mulher tiveram relacionamentos anteriores e trazem filhos para o novo relacionamento. Qual é a ordem de prioridade então?
Os pais foram pais dos seus filhos antes de formarem um casal. O amor para com os seus filhos não foi uma continuação do seu amor um pelo outro, como homem e mulher, porque eram pais antes de serem um casal. Nestas situações, os novos parceiros devem reconhecer que o amor aos filhos veio antes do amor pelo novo parceiro e que o grande amor e a maior dedicação tendem a fluir para os filhos - e naturalmente nas crianças, para o anterior parceiro também. Somente então, na extremidade da corrente, flui o amor e dedicação para o novo parceiro. Se ambos os parceiros aceitarem esta hierarquia do amor, então o seu amor pode florescer. Mas quando um dos parceiros do novo casal diz ao outro, "eu quero vir em primeiro lugar, antes de seus filhos", então o novo amor fica em perigo e não resistirá por muito tempo. Quando um casal traz filhos para o seu novo relacionamento e tem depois filhos juntos, a sequência é que primeiro eram pais dos filhos originais, depois um casal, então pais dos seus próprios filhos. Os casais que respeitam esta sequência natural de tempo e a sua relevância para os seus relacionamentos podem evitar e resolver o grande desafio dos conflitos nas parcerias. Assim, eu esbocei momentaneamente algumas das ordens mais importantes do amor que nós observamos operando nos relacionamentos entre homens e mulheres. De passagem, pode ser útil dizer que há também ordens do amor para casais sem filhos, incluindo casais homossexuais.
Casamento e constelação sistêmica
- Sabe o que é?
- Não.
- Na realidade, meu marido não presta. Quase não traz dinheiro, vive enfurnado na saia de alguma sem-vergonha.
- Mas você veio trabalhar ele ou você?
- Eu quero uma solução para mim.
- E o que você tem feito para solucionar? Pediu a separação?
- Não, eu não quero isso. Sabe, os filhos... E na verdade, eu queria que ele voltasse a ser o homem que era, quando começamos.
- E como ele era?
- Ah, bem diferente! Trabalhava muito, era responsável, chegava cedo em casa. Um exemplo!
- E quando isso mudou? Aconteceu alguma coisa na vida de vocês?
- Não, nada de mais. Tivemos os filhos, primeiro o Carlos, depois a Clarice, e ele foi mudando.
- Aconteceu algum fato marcante? Alguma morte de alguém próximo, uma doença grave, um acidente, uma amante dele ou de você...
- Não, o que é isso! Nós éramos muito felizes, sim! Até o aborto, nós éramos inseparáveis!
- Ahhh....
Esta cliente é um exemplo muito comum em casos de constelação. É muito comum um acontecimento que simboliza o início da desestrutura do relacionamento, como foi o aborto. Não foi o que ela falou que fez chegar a conclusão que o aborto provocou a mudança de comportamento no marido. Em constelação, não existem causas. Os acontecimentos são somente fatos que sinalizam uma tendência. No caso, o aborto sinalizou a tendência que o marido tinha de isolar-se da família. Esta tendência já fazia parte do sistema familiar dele. Fizemos a constelação com a cliente, e muitas outras tendências foram verificadas, a ponto dela perceber que, ao mesmo tempo em que o marido ia se afastando do casamento e perdendo a responsabilidade pela família, ela ia assumindo a responsabilidade e tratando o marido mais como um filho problemático do que um marido. Num casamento, as tendências se completam, e se esta tendência está baseada no sofrer, tanto um quanto outro irão sofrer.
O foco desta cliente estava preso em outro sistema (da família dela) que a fazia também sentir-se mal amada e rejeitada, não importando o que o marido fizesse. Ambos sofriam, e neste contexto, não existe a menor possibilidade de voltar a felicidade. Um dos pilares do equilíbrio sistêmico que mantém um casamento coeso e de crescimento mútuo é o equilíbrio entre o dar e receber. Tanto o marido, como a mulher, necessitam de dar e receber, em todos os sentidos. Sexual, carinho, responsabilidade, comprometimento, broncas... Quando um dos dois dá, imediatamente quem recebeu se torna devedor, e sente a necessidade de devolver. Esta troca de posições entre dar e receber é saudável e natural. Porém, quando existe uma identificação muito grande com o sistema familiar anterior ao casamento, e este sistema provoca um desvio de foco de um dos parceiros, este recebe, mas não está em condição de devolver. E aí o outro dá mais, e este fica mais e mais devedor. A ruptura do casamento é evidente. Para quem não conhece a teoria sistêmica, dizer que um parceiro se identifica com o sistema familiar seu, anterior ao casamento, significa que ele se identifica com uma dor, um abandono, uma sensação de exclusão que ele nem fez parte, presencialmente falando. Pode ser uma segunda família que o pai teve, e ele nem soube, ou um primeiro amor que a mãe teve, e acabou de forma abrupta e tempestuosa, sobrando mágoa para todo o lado... Não importa o fato, e isto é importante ficar claro. Os fatos, dentro de uma constelação sistêmica familiar só servem para sinalizar em qual direção o sistema está empurrando a pessoa. Para dentro do relacionamento ou para fora.
Ao identificar, tomar ciência, aceitar plenamente este sistema, o efeito negativo dele perde a força, e possibilita um reencontro muito mais completo entre pessoas que antes não se entendiam, porque, na realidade, não se conheciam. Quando alguém estabelece relacionamento com outro, automaticamente estabelece relacionamento com o sistema familiar do outro. São dois sistemas que se encontram e interagem, e por isso é tão belo o trabalho com constelação, quando percebemos o entendimento e a aceitação mútua, num casamento. O marido olha para o passado e antepassados da esposa, todas as relações ocorridas e a emoções envolvidas, pessoas excluídas e incluídas, e acolhe tudo como também sendo dele. E a esposa também procede da mesma maneira. Não são duas pessoas se reconciliando. São dois sistemas se transformando em um, que dará continuidade nos filhos deste casal. Harmonia entre casal significa harmonia entre sistema.
alex possato
As consequências de invertermos os papéis na família
Quando os pais enriquecem na vida à custa do sacrifício de outros, causado assim o prejuízo a outras pessoas, sejam estes prejuízos financeiros, emocionais graves, os filhos se emaranham nestas situações advindas do pai e ficam em perigo. A consciência familiar faz um movimento de compensar esse desequilíbrio. Então um dos filhos pode começar a correr riscos e até risco de vida. Pode também perder todo o dinheiro que herdou dos pais. Assim ele compensa o dano que os pais causaram em alguém. Nesse caso ele é usado pela consciência para equilibrar o dar e tomar e ao mesmo tempo é punido pela mesma consciência por tentar resolver algo pelos pais. Então ele fica emaranhado duplamente.
Outro exemplo que ocorre com muita freqüência é quando os pais se separam e a mãe diz ao filho mais velho: agora você é o homem da casa. Dá a ele o papel de “novo pai”. O filho então assume o lugar do pai. Neste lugar (que é do pai e não do filho), esse filho estará sempre cansado, achando que é responsável por muita coisa, sentir-se-á grande e muito poderoso. Também terá dificuldades em formar a sua própria família, tomar a sua própria vida, pois está voltado somente para sua família de origem. Fica também sem força para a vida, pois se sente sozinho, sem pai e mãe. Nesses casos a melhor solução é que os pais digam aos filhos: nós nos separamos, mas continuamos sendo seus pais e sempre poderão contar com a gente como seus pais. Assim o filho não carregará nem o peso e nem as responsabilidades que não lhe cabe. Quando um dos pais não é respeitado pelo outro, o filho ficará mais próximo àquele que não é respeitado. Muitas das vezes a mãe diz ao filho: seu pai não presta, ele me batia, não gosta de vocês, bebia muito. O filho internamente vai honrar o pai e muito provavelmente repetirá o mesmo comportamento do pai. Não deixar o filho (a) amar o próprio pai(mãe) é mandá-lo para a pulsão de morte e o filho buscará a compensação desta falta nas drogas, no álcool, até encontrar a própria morte. O filho é fruto da união dos dois e só estará liberado para seguir seu destino, quando a mãe(pai) honrar e respeitar o pai (mãe)que está dentro do filho.
Sempre que tivermos que tomar uma atitude em relação aos nossos pais devemos avaliar a nossa posição. Agindo dessa forma eu serei maior, menor ou igual ao outro?
Quando dou conselhos aos meus pais, sou maior, menos ou igual a eles?
Quando me intrometo na relação deles, sou maior, menor ou igual?
Quando quero fazer algo no lugar dos meus pais, sou maior, menor ou igual?
Na relação entre pais e filhos os filhos são sempre menores e os pais são sempre maiores. Portanto as atitudes dos pais não devem ser julgadas pelos filhos.
Claudiane Tavares
PARA QUE O AMOR DÊ CERTO
Amar e ser amado é o que todos desejamos do berço à velhice, mas nem sempre o caminho está aberto para viver o mais básico dos sentimentos. Segundo Bert Hellinger, teólogo e terapeuta alemão, há como desemaranhar os laços afetivos e refazer o fluxo do amor com mais consciência e menos ilusão. ”É suficiente ter um bom parceiro, não precisa ser perfeito, pois o que é perfeito não se desenvolve, já está pronto. A imperfeição é estimulante e permite às duas pessoas crescerem juntas”, defende o terapeuta alemão Bert Hellinger, 78 anos, autor do livro Para que o Amor Dê Certo (Ed. Cultrix). Há mais de três décadas ele trabalha fazendo atendimentos individuais e para casais e, baseado nessa vasta experiência, sistematizou o método chamado constelações familiares, que busca primeiramente restabelecer o fluxo do amor entre pai, mãe e irmãos para depois rever os laços com parceiros amorosos (veja boxe nas próximas páginas). Bert desfaz qualquer imagem de amor baseada em ilusões – ele acredita que esse sentimento pode se expandir na medida em que reconhecemos e agradecemos o que cada relacionamento acrescentou a nossa vida.
Em paz com o passado
Em sua terapia do amor, Hellinger coloca como imprescindível reconhecer a aceitação do afeto experimentado em relações anteriores: um novo amor só poderá ser bem-sucedido se houver o reconhecimento de tudo o que nos foi dado pelos demais relacionamentos. A primeira relação amorosa tem influência sobre todas as outras, constata. Segundo o terapeuta, a rejeição consciente ou inconsciente de amores passados bloqueia a força de um novo amor. “Se você amar alguém depois, não poderá agir como se não tivesse vivido outro amor antes. Se aceitar o que viveu, com respeito aos antigos parceiros, as próximas relações poderão ser mais enriquecedoras do que se você for vivê-las como se fosse a primeira.”
Individualidade
O respeito do espaço de cada um é outro aspecto fundamental para o sucesso de um relacionamento, assinala Hellinger. Não por acaso, ele diz que para amar é preciso aceitar duas solidões, a sua própria e a do outro. “Numa relação deve haver respeito por segredos. Só assim ela terá uma chance. É ridículo querer que se conte tudo ao outro. Se houver respeito pelos segredos, as pessoas acabarão revelando espontaneamente coisas importantes. Mas não se pode agir como um intruso na alma da outra pessoa, mesmo que o relacionamento seja duradouro.”
Sexo é essencial
Além do amor e da disponibilidade para a convivência, o terapeuta cita o sexo como o terceiro elemento essencial na relação de um casal. “É a base de tudo. É fácil encontrar alguém, ir para cama com ele e, na manhã seguinte, não saber o que fazer. Você não sente amor, vocês não vão ficar juntos, é somente sexo.” Segundo Hellinger, para ser completo, o sexo tem de ser aprendido, exercitado e combinado ao amor. “Muitas vezes, quando as pessoas fazem sexo, fecham os olhos. Elas não estão realmente em contato com o outro, não mais do que consigo mesmas. Não tenho nada contra, mas, quando o amor também atua, as pessoas são capazes de ficar juntas e partilhar uma vida comum, o que é algo bastante diferente”.
Laços de família
Os primeiros laços de amor são atados na família, e Bert Hellinger sustenta que todos os familiares estão ligados por uma “grande alma comum”. Essa “consciência coletiva comum” é transmitida por sucessivas gerações, em uma corrente de influências, incluindo experiências dolorosas vivenciadas pelo grupo. Segundo ele, toda terapia deve trabalhar com a fonte e, para cada pessoa, a fonte primeira são os pais. “Quem está separado afetivamente de seus pais está separado de sua fonte”, resume. Por isso, Hellinger não aceita nenhuma queixa aos pais em seu trabalho terapêutico. “Você pode olhar para seus pais de diferentes formas. Durante sua infância, podem ter ocorrido experiências dolorosas, que provocaram certos ressentimentos e até afastamentos. Mas seus pais não são melhores ou piores do que os outros. Aliás, pais perfeitos são os piores. O crescimento só poderá ocorrer com certas resistências e dificuldades. Quando um paciente reclama de seus pais, está fazendo-os responsáveis por sua própria incapacidade”, nota.
Felicidade existe?
Hellinger conclui: “Não há um modelo a ser seguido para alcançar a felicidade. Existe a felicidade das crianças, que brincam esquecidas de si mesmas, ou dos apaixonados. Tudo isso é muito bonito. Mas, nesse sentido, realização não é felicidade. É estar em harmonia com a grandeza, mas também com o sofrimento e com a morte. Isso possibilita um reconhecimento profundo, dá peso e serenidade. É algo bem tranqüilo. É a felicidade como conquista. E não tem a ver com ficar esquecido. Tem a ver com a força interior”.
Tudo começa na família
Muitos dos problemas de relacionamento (do casal e com os filhos) que acontecem no presente, na verdade têm a ver com laços familiares antigos, com a forma como nossos pais, avós, bisavós lidaram com a exclusão, a doença, a morte ou o esquecimento de entes muito próximos. Essa é a base da terapia das constelações familiares, resultado da experiência e da observação do alemão Bert Hellinger em seu trabalho de atendimento individual e a casais durante mais de três décadas.
Bert Hellinger, terapeuta alemão
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NENHUM MEMBRO DA FAMILIA PODE SER EXCLUÍDO

A dinâmica fundamental num sistema familiar é que todos os membros têm um direito igual de pertencer e não é tolerado ferir. Sempre que alguém num sistema familiar é excluído, gera-se uma necessidade de compensação. Esta dinâmica de compensação leva a que o membro excluído ou desdenhado seja representado por um membro mais novo da família, que está inconsciente de, e sem poder fazer nada contra essa identificação. Por exemplo, um homem casado apaixona-se por outra mulher e diz à sua esposa que não quer ter mais nada com ela. Inventa razões superficiais e caprichosas para justificar as suas ações, compondo a injustiça feita à sua esposa. Mais tarde teve filhos com a sua nova companheira, mas a sua filha enfrenta-o por nenhuma razão aparente. Verifica-se que a filha representa inconscientemente a sua primeira esposa e sente pelo pai o mesmo ódio que a sua primeira esposa deve ter sentido, mesmo não sabendo da existência da primeira mulher. Nisto, podemos ver o trabalho de uma invisível e sistemática força compensatória, vingando a injustiça feita ao anterior membro através da utilização inconsciente de um membro mais novo. Muito sérias disfunções em distúrbios no comportamento familiar nas crianças, mas também as doenças, tendência a acidentes e comportamentos suicidas ocorrem quando as crianças representam inconscientemente uma pessoa excluída para satisfazer a necessidade de restituição dessa pessoa. Isto mostra uma segunda característica da consciência do sistema familiar. Assegura justiça para os membros mais antigos e causa injustiça para os mais novos.
Bert Hellinger
SOLUÇÕES PARA AS EMPRESAS
Às vezes, as organizações e as empresas deparam-se com diversos problemas: a empresa não se desenvolve, os clientes desaparecem, não se conseguem inovar os produtos, os funcionários estão em permanente conflito, a fusão de duas empresas não deixa o negócio desenvolver-se, os funcionários despedem-se sem razão aparente, etc. Uma análise racional pode fornecer pistas e partes do problema, mas nunca a visão geral. As Constelações Sistémicas (ou Organizacionais) dão o elo perdido. O êxito deste método em empresas como a Daimler-Chrysler, IBM ou BMW contribuiu para um crescente interesse desta metodologia em toda a Europa.
Os recentes desenvolvimentos nesta área têm levado à descoberta de novas formas de análise de como as organizações evoluem e se desenvolvem com sucesso. Através de uma utilização habilidosa das constelações organizacionais, conseguem-se descobrir dinâmicas escondidas que se encontram em funcionamento nas organizações e empresas. Isto é feito de tal maneira que, duma forma simples e directa, é reconhecido por todos os que trabalham nessa organização. Problemas complexos, como sejam, a estrutura organizacional, a liderança ou o reconhecimento apropriado e genuíno dos funcionários, podem ter soluções muito simples. Empresários, gestores e consultores estão-se a tornar cada vez mais curiosos e intrigados com as soluções encontradas, sempre que são utilizadas as constelações organizacionais e o pensamento sistêmico.
A forma original da técnica da constelação de um sistema consiste em que o cliente escolha estranhos para representar os seus funcionários, os departamentos da empresa, os clientes, os fornecedores e até os produtos. O cliente coloca estes “representantes” num lugar que sinta que é adequado e duma forma intuitiva. Depois, esses “representantes” dizem o que sentem e movem-se até que sintam que estão no “lugar certo” e se consiga tranquilidade a todo o sistema. As soluções encontradas com representantes “reais” têm mais força e impacto, mas esta abordagem mais privada é muito interessante como diagnóstico e de início de trabalho ou quando as circunstâncias assim o exigem. Qualquer pessoa numa posição de responsabilidade, na indústria, comércio, serviços ou governo, numa organização de saúde ou educacional pode beneficiar-se desta metodologia e encontrar boas soluções em muito pouco tempo.
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