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Psych-k



Psych-K é uma terapia de psicologia energética que tem como objetivo reescrever o software de sua mente e transformar os resultados de sua vida. Tem sido popularmente conhecido como um processo espiritual com benefícios psicológicos. É um método direto e simples para mudar crenças autolimitantes no nível subconsciente, onde quase todos os comportamentos humanos – construtivos e destrutivos – se originam. Ele permite aumentar a comunicação cruzada entre os dois hemisférios cerebrais, atingindo um estado de cérebro integral, ideal para alterar crenças subconscientes; nesse estado, as qualidades e características dos dois hemisférios estão disponíveis para maximizar o seu potencial. Seu propósito geral é acelerar a evolução espiritual - individual e global - pelo alinhamento das crenças subconscientes com a sabedoria consciente das maiores tradições intelectuais e espirituais. 

O processo envolve técnicas simples, diretas e facilmente verificáveis. A interação mente-corpo é conseguida a partir dos testes musculares da Cinesiologia, Pnl, hipnose ericksoniana acessando-se, assim, arquivos limitadores da mente subconsciente. Utilizando técnicas de integração dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo, obtém-se um estado de cérebro-integral, mais suscetível a efetuar mudanças rápidas e de longa duração em programas subconscientes obsoletos. O aspecto espiritual também é levado em conta em todos os processos do PSYCH-K®. Robert Williams, criador do método, afirma que é possível, através de um teste muscular, acessar a mente superconsciente da pessoa e verificar se suas metas são seguras e apropriadas.

Fonte: Psych-k.com

A Teoria da Predominância Hemisférica



Uma grande quantidade de pesquisas têm sido realizadas ao longo de décadas sobre o que foi denominada a teoria da Predominância Hemisférica. Os resultados desta pesquisa mostram que cada hemisfério do cérebro tende a se especializar e dirigir diferentes funções, administrar também diferentes tipos de informação e estar ligado a diferentes tipos de problemas.

Hemisfério ESQUERDO                                     
Usa a lógica, a razão            
Pensa utilizando palavras
Raciocina dividindo em partes, especifica
Analisa, divide ° Sintetiza, reúne 
Pensa em modo sequencial
Identifica-se como indivíduo
É ordeiro, controlado 

Hemisfério DIREITO
Usa as emoções, as intuições, criatividade
Pensa utilizando imagens
Pensa na totalidade, relaciona
Sintetiza, reúne
Pensa em modo simultâneo, holístico
Identifica-se como grupo
É espontâneo, livre

Embora seja nosso direito de nascença ter a habilidade natural de usar simultaneamente ambos os lados do cérebro, as experiências da vida muitas vezes fazem emergir uma parte dominante, tendo em conta situações específicas. Quanto mais a experiência (geralmente traumática) for carregada do ponto de vista emocional, mais facilmente será armazenada para ser usada como referência e mais facilmente nos identificaremos de modo automático com apenas um hemisfério do cérebro quando depararmos com experiências de vida semelhantes no futuro. 

Fonte: Psych-k.com

PARA QUE O AMOR DÊ CERTO


Amar e ser amado é o que todos desejamos do berço à velhice, mas nem sempre o caminho está aberto para viver o mais básico dos sentimentos. Segundo Bert Hellinger, teólogo e terapeuta alemão, há como desemaranhar os laços afetivos e refazer o fluxo do amor com mais consciência e menos ilusão. ”É suficiente ter um bom parceiro, não precisa ser perfeito, pois o que é perfeito não se desenvolve, já está pronto. A imperfeição é estimulante e permite às duas pessoas crescerem juntas”, defende o terapeuta alemão Bert Hellinger, 78 anos, autor do livro Para que o Amor Dê Certo (Ed. Cultrix). Há mais de três décadas ele trabalha fazendo atendimentos individuais e para casais e, baseado nessa vasta experiência, sistematizou o método chamado constelações familiares, que busca primeiramente restabelecer o fluxo do amor entre pai, mãe e irmãos para depois rever os laços com parceiros amorosos (veja boxe nas próximas páginas). Bert desfaz qualquer imagem de amor baseada em ilusões – ele acredita que esse sentimento pode se expandir na medida em que reconhecemos e agradecemos o que cada relacionamento acrescentou a nossa vida.

Em paz com o passado

Em sua terapia do amor, Hellinger coloca como imprescindível reconhecer a aceitação do afeto experimentado em relações anteriores: um novo amor só poderá ser bem-sucedido se houver o reconhecimento de tudo o que nos foi dado pelos demais relacionamentos. A primeira relação amorosa tem influência sobre todas as outras, constata. Segundo o terapeuta, a rejeição consciente ou inconsciente de amores passados bloqueia a força de um novo amor. “Se você amar alguém depois, não poderá agir como se não tivesse vivido outro amor antes. Se aceitar o que viveu, com respeito aos antigos parceiros, as próximas relações poderão ser mais enriquecedoras do que se você for vivê-las como se fosse a primeira.”

Individualidade

O respeito do espaço de cada um é outro aspecto fundamental para o sucesso de um relacionamento, assinala Hellinger. Não por acaso, ele diz que para amar é preciso aceitar duas solidões, a sua própria e a do outro. “Numa relação deve haver respeito por segredos. Só assim ela terá uma chance. É ridículo querer que se conte tudo ao outro. Se houver respeito pelos segredos, as pessoas acabarão revelando espontaneamente coisas importantes. Mas não se pode agir como um intruso na alma da outra pessoa, mesmo que o relacionamento seja duradouro.”

Sexo é essencial

Além do amor e da disponibilidade para a convivência, o terapeuta cita o sexo como o terceiro elemento essencial na relação de um casal. “É a base de tudo. É fácil encontrar alguém, ir para cama com ele e, na manhã seguinte, não saber o que fazer. Você não sente amor, vocês não vão ficar juntos, é somente sexo.” Segundo Hellinger, para ser completo, o sexo tem de ser aprendido, exercitado e combinado ao amor. “Muitas vezes, quando as pessoas fazem sexo, fecham os olhos. Elas não estão realmente em contato com o outro, não mais do que consigo mesmas. Não tenho nada contra, mas, quando o amor também atua, as pessoas são capazes de ficar juntas e partilhar uma vida comum, o que é algo bastante diferente”.

Laços de família

Os primeiros laços de amor são atados na família, e Bert Hellinger sustenta que todos os familiares estão ligados por uma “grande alma comum”. Essa “consciência coletiva comum” é transmitida por sucessivas gerações, em uma corrente de influências, incluindo experiências dolorosas vivenciadas pelo grupo. Segundo ele, toda terapia deve trabalhar com a fonte e, para cada pessoa, a fonte primeira são os pais. “Quem está separado afetivamente de seus pais está separado de sua fonte”, resume. Por isso, Hellinger não aceita nenhuma queixa aos pais em seu trabalho terapêutico. “Você pode olhar para seus pais de diferentes formas. Durante sua infância, podem ter ocorrido experiências dolorosas, que provocaram certos ressentimentos e até afastamentos. Mas seus pais não são melhores ou piores do que os outros. Aliás, pais perfeitos são os piores. O crescimento só poderá ocorrer com certas resistências e dificuldades. Quando um paciente reclama de seus pais, está fazendo-os responsáveis por sua própria incapacidade”, nota.

Felicidade existe? 

Hellinger conclui: “Não há um modelo a ser seguido para alcançar a felicidade. Existe a felicidade das crianças, que brincam esquecidas de si mesmas, ou dos apaixonados. Tudo isso é muito bonito. Mas, nesse sentido, realização não é felicidade. É estar em harmonia com a grandeza, mas também com o sofrimento e com a morte. Isso possibilita um reconhecimento profundo, dá peso e serenidade. É algo bem tranqüilo. É a felicidade como conquista. E não tem a ver com ficar esquecido. Tem a ver com a força interior”.

Tudo começa na família

Muitos dos problemas de relacionamento (do casal e com os filhos) que acontecem no presente, na verdade têm a ver com laços familiares antigos, com a forma como nossos pais, avós, bisavós lidaram com a exclusão, a doença, a morte ou o esquecimento de entes muito próximos. Essa é a base da terapia das constelações familiares, resultado da experiência e da observação do alemão Bert Hellinger em seu trabalho de atendimento individual e a casais durante mais de três décadas.


Bert Hellinger,  terapeuta alemão

VINCULO PSÍQUICO COM OS ANTEPASSADOS


O método da constelação familiar torna visível como os seres humanos estão ligados em sistemas de vinculação e emocionalmente dependentes uns dos outros de muitas formas. Mostra o caminho que sobretudo os sentimentos e pensamentos difíceis tomam no interior de um sistema pluri-geracional. Distingo os conceitos de relação e de vínculo. Há relações em que não existem vínculos emocionais verdadeiros (p. ex. quando um homem e uma mulher vivem juntos sem terem sentimentos um pelo outro) e noutras há vínculos apesar de não existir nenhuma relação real (p. ex. quando alguém tem uma forte ligação a um parceiro anterior, talvez até já falecido). Vínculos fortes e em parte indissolúveis são criados sobretudo pela descendência biológica (nomeadamente os vínculos mãe- filho,  pai- filho e entre irmãos) e pela sexualidade (vínculo entre parceiros). Os vínculos são caracterizados por sentimentos fortes como amor, medo, raiva, orgulho, vergonha ou culpa. Os vínculos estabelecem-se, regra geral, sem um esforço consciente das pessoas em questão. Acontecem. Uma vez estabelecidos oferecem resistência à sua dissolução. A possível perda de um vínculo provoca medo. Os vínculos estão protegidos contra a sua dissolução arbitrária pelo facto de a separação criar uma dor forte. A dimensão da dor provocada pelo soltar do vínculo é um sinal da força desse mesmo vínculo.

É através dos vínculos que se estabelecem as estruturas básicas trans-geracionais da convivência humana. Sem vínculos não haveria grupos humanos maiores. Provavelmente não haveria o que chamamos fraternidade. Podemos constatar também em animais formas de comportamento e de vida baseados em vínculos. Para realçar a qualidade específica da ligação entre seres humanos escolhi a noção vínculo de alma. O conceito de alma tem grande importância na história cultural e filosófica humana. A alma, em todas as religiões e filosofias tem a função de colocar questões sobre a origem da vida, da existência específica do ser humano no mundo e  daquilo que resta de uma pessoa depois da sua morte biológica.

Defino a alma como aquela força que liga o que  pertence a um grupo de seres e o delimita de outro. Uma alma comum inclui assim, conjuntos de seres humanos e delimita-os. Cria o sentimento de pertença. Cada pessoa participa na alma comum do seu grupo com os seus sentimentos. Assim a alma é  parte de cada elemento do grupo mas também é um fenómeno sobre- individualO relacionamento de cada elemento com o respectivo grupo influencia os seus membros  na sua percepção,  sentir, pensar, imaginar e lembrar. A alma significa, neste sentido, também partilhar sentimentos. Sobretudo as crianças absorvem na sua própria psique os sentimentos dos pais.

Segundo Hellinger o sentimento e a necessidade de pertença são, por seu lado, a base da consciência (Hellinger, 2002, p. 210 seg.). A consciência orienta comportamentos elementares na base dos sentimentos de culpa e inocência. Favorece assim, a troca entre membros de um conjunto de pessoas e regula o dar e o receber e também o respeito por certas ordens básicas em grupos. É  grande mérito de Hellinger  ter percebido e formulado tão claramente a relação entre vínculo e consciência e de chegar, assim, à compreensão profunda de culpa e inocência. Pela relação no grupo estabelece-se uma compreensão de bem e de mal, de  certo e de errado. A verdade e a moral são, nas suas formas originais, relacionadas com o grupo e, portanto, relativas. O que num grupo é considerado bom e correcto pode ser considerado mau e errado noutro. Devido à sua pertença a grupos os seres humanos pensam naturalmente em termos ideológicos e consideram-se em geral  melhores que os elementos de um outro grupo. Quem faz parte de um grupo tem  direito a uma proteção especial no seu seio. Não pode ser excluído. Por causa da importância desse vínculo na  sua vida e na sua sobrevivência, a exclusão de uma pessoa pelo seu grupo tem uma qualidade traumática. Como os vínculos não se dissolvem automaticamente pela morte e como todos nós tememos a exclusão do grupo continuamos a dar aos mortos, por muito tempo, um lugar na alma do grupo. Em quase todas as culturas as pessoas passam muito tempo a lembrar os seus mortos.

Franz Ruppert 

O MOVIMENTO DE AMOR INTERROMPIDO



Uma dinâmica importante nos conflitos de casal se mostra quando há um movimento precocemente interrompido no amor dirigido à mãe. Isto não constitui, em sua origem, um conflito sistêmico, e só se torna tal quando é transferido para a relação conjugal. Uma interrupção no movimento amoroso origina-se na criança pequena quando ela é separada da mãe nos primeiros anos de vida, geralmente por força do destino, por exemplo, porque a mãe teve de ficar hospitalizada por várias semanas depois do nascimento, ou porque a criança de um ano precisou ser internada para uma operação, ou porque a mãe morreu quando a criança tinha três anos. Trata-se portanto de uma separação prematura que sofre a criança, principalmente em relação à sua mãe, às vezes também ao seu pai. O efeito que isso terá sobre a vida posterior da criança, e principalmente sobre os seus relacionamentos, será tanto maior quanto mais existencialmente ameaçada esteve a criança e quanto mais ela teve de abandonar a esperança de recuperar a proximidade da mãe.
Quando um homem ou uma mulher olha para o seu parceiro, sente o desejo de amá-lo e de ser amado por ele. Entretanto, ao se aproximar do parceiro, surge na pessoa, como num reflexo, o antigo medo da criança, de perder sua mãe e de não poder mais confiar nela, junto com uma grande dor e uma profunda resignação. Esse padrão é transferido inconscientemente ao parceiro e uma luz vermelha se acende: “Não quero sofrer isso de novo. Prefiro me retirar logo disso”. Entretanto, como todo mundo gosta de amar e de ser amado, a pessoa volta a tomar um impulso e a procurar o parceiro. Mas, logo que se chega ao amor, emerge novamente o medo da criança pequena e a pessoa torna a recuar. Isto foi descrito por Bert Hellinger como o círculo vicioso da neurose. A maior parte dos chamados conflitos de proximidade e distância têm assim sua origem num movimento precocemente interrompido em direção à mãe. Esses conflitos não podem ser resolvidos na própria relação conjugal, mas exigem que a criança presente no adulto, numa experiência retroativa, seja acolhida com força e amor por sua mãe ou por um terapeuta que a substitua. Isso exige uma experiência de transe ou uma vivência corporal em que o adulto se sinta de novo como uma criança pequena e que, como uma criança pequena, experimente um abraço que lhe permita atravessar a dor e recuperar a confiança em sua mãe.
Quando, na terapia de casal, trazemos assim à luz, de uma forma liberadora, fatos passados, isso ajuda o “amor à segunda vista” (Bert Hellinger), a saber, as dimensões mais profundas de um amor dotado de visão. Representa uma ajuda para o futuro e para um amor bem sucedido do casal (mesmo que, no caso de uma separação, apenas para o tempo em que ainda havia amor). Uma compreensão retroativa só tem sentido na medida em que abre para o casal novos passos para o futuro, no sentido do título de um dos livros de Bert Hellinger: “Vamos em frente”.

A ESPIRITUALIDADE NO CAMPO SISTÊMICO


Constelação Familiar é uma abordagem da Terapia Familiar Sistêmica criada por Bert Hellinger. O principal objetivo dessa terapia é investigar e trabalhar as relações interpessoais de um determinado sistema familiar. Diferencia-se das outras modalidades de psicoterapia por concentrar-se nos sentimentos presentes nos vínculos e não nos sentimentos das pessoas isoladamente. Na construção de uma Constelação Familiar o que entra em foco são os acontecimentos significativos que marcaram determinada família e não o que cada um de seus membros pensa, sente ou faz. Por exemplo: a separação ou a exclusão de um dos familiares, os problemas no parto ou na gestação, as injustiças, as doenças graves, os crimes, a morte ou as tragédias ocorridas na família. Quando se inicia uma constelação pede-se à pessoa cujo sistema familiar está sendo trabalhado que apenas relate acontecimentos externos e significativos para a dinâmica familiar. 
O psicoterapeuta não quer saber o que o indivíduo está pensando ou sentindo e sim quais foram os acontecimentos marcantes e os vínculos significativos. Os procedimentos adotados são aparentemente simples, mas os resultados são considerados surpreendentes pelas pessoas que os têm relatado. O objetivo é promover o esclarecimento do desequilíbrio sócio-familiar. Isso gera como conseqüência o equilíbrio psicológico em cada membro do sistema em questão. Hellinger, estudando os padrões de vinculação entre os membros de determinadas famílias, identificou um fenômeno curioso que chamou de emaranhamento. Concluiu que os emaranhamentos podem determinar atitudes ou influenciar negativamente o comportamento dos descendentes de uma família, mesmo que essas pessoas não estejam claramente vinculadas aos antepassados envolvidos na origem do problema. Foi para desfazer os emaranhamentos que Hellinger desenvolveu essa técnica. Na constelação é trabalhado o sistema familiar,  vínculos existentes e emaranhamentos entre os membros da família. 
Bert Hellinger descobriu que os sistemas familiares tendem a se movimentar seguindo determinados padrões e estabelecendo prioridades específicas. Chamou esse ordenamento de Ordens do Amor. Ele acredita que o amor é cego: tanto pode curar quanto adoecer as pessoas. Mas, de um modo ou de outro, o amor sempre está presente nas relações familiares.
Autor: Psicólogo Jadir Lessas.