A terapia que olha com amor a árvore genealógica, removendo os bloqueios transgeracionais na família.
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Constelações Sistêmicas: por amor à você mãe, eu também falo mal dos homens! (e estrago a minha vida)
Participei como representante numa constelação onde a questão era a relação da cliente com os pais. Foram colocados representantes para a Mulher, Mãe, Pai. Colocados frente a frente, logo se revela que a Mulher olha como que envergonhada para a Mãe. Senti necessidade de entrar na constelação, e fiquei atrás da Mãe, cochichando murmúrios nos ouvidos dela, enquanto eu olhava para o Pai.
O facilitador colocou então um casal atrás de mim, e eu disse que queria o meu marido ali - portanto, eu representava a Avó da cliente. Quando o Avô entrou e ficou próximo de mim, eu comecei a falar mais alto para a Mãe frases como "os homens não prestam", "eles só humilham a gente", e eu olhava fixamente para o Avô, com um olhar de raiva. Aquele casal que entrou por último eram os Bisavós da cliente. A Bisavó olhava para mim com amor. Eu ouço a Mãe dizer que amava o Pai, e nesse momento eu caio de joelhos aos pés da Bisavó, chorando, envergonhada porque tinha a sensação de que "falhei" (ao não ensinar devidamente minha filha a também falar mal dos homens).
A Bisavó diz "que bom que você não conseguiu filha, porque o amor venceu". Fico com raiva dela, afinal "eu" estraguei a minha vida sendo fiel à ela, não ficando disponível ao amor de um homem. Depois de algumas falas de reconciliação, começo a ceder ao Avô, que tenta se aproximar. Mas ainda fica a dúvida, se vou até ele ou se fico aos pés da Bisavó. Mais algumas frases e finalmente vou aos braços do marido, o Avô. Assim, a Mulher consegue se aproximar amorosamente dos pais. As mulheres falam mal dos homens porque elas sabem a força que carregam - o poder sobre a Vida - e no equilíbrio da balança (de troca), elas não reconhecem o valor dos homens, afinal elas são mães por causa deles! Uma mulher só é mulher ao lado de um homem!
O facilitador colocou então um casal atrás de mim, e eu disse que queria o meu marido ali - portanto, eu representava a Avó da cliente. Quando o Avô entrou e ficou próximo de mim, eu comecei a falar mais alto para a Mãe frases como "os homens não prestam", "eles só humilham a gente", e eu olhava fixamente para o Avô, com um olhar de raiva. Aquele casal que entrou por último eram os Bisavós da cliente. A Bisavó olhava para mim com amor. Eu ouço a Mãe dizer que amava o Pai, e nesse momento eu caio de joelhos aos pés da Bisavó, chorando, envergonhada porque tinha a sensação de que "falhei" (ao não ensinar devidamente minha filha a também falar mal dos homens).
A Bisavó diz "que bom que você não conseguiu filha, porque o amor venceu". Fico com raiva dela, afinal "eu" estraguei a minha vida sendo fiel à ela, não ficando disponível ao amor de um homem. Depois de algumas falas de reconciliação, começo a ceder ao Avô, que tenta se aproximar. Mas ainda fica a dúvida, se vou até ele ou se fico aos pés da Bisavó. Mais algumas frases e finalmente vou aos braços do marido, o Avô. Assim, a Mulher consegue se aproximar amorosamente dos pais. As mulheres falam mal dos homens porque elas sabem a força que carregam - o poder sobre a Vida - e no equilíbrio da balança (de troca), elas não reconhecem o valor dos homens, afinal elas são mães por causa deles! Uma mulher só é mulher ao lado de um homem!
Fonte: Cura Pessoal
Pedagogia Sistêmica: sem raízes não há asas

O
sonho que marcou a diferença na educação. A
Pedagogia Sistêmica inicia-se no ano 2000. Um novo enfoque, num novo milênio
que se baseia no natural da vida e nos elementos que anteriormente não tinham
sido observados dentro de um sistema que está inter-relacionando-se totalmente,
um com outro. Refiro-me ao sistema educativo, ao sistema familiar e ao sistema
social.
Como
menciona Marianne Franke Gricksch, em 2006 a transferência da visão sistêmica
da terapia familiar para a docência, permite perceber as pessoas não como
indivíduos isolados, mas como parte de uma estrutura inter-relacionada.
Hellinger assinala que, a nível subconsciente, participamos na trama familiar e
de seu destino coletivo. As constelações familiares permitem revelar o fato de
que fazemos parte de uma grande alma que compreende a todos os membros da
família, sujeitos a um ordem essencial. Tem-se que encontrar e respeitar tal
ordem para que encontremos nosso lugar dentro da nossa família, respeitando o
destino dos outros membros dessa família. O respeito e o amor à família não são
um sentimento, constituem uma postura baseada em princípios que geralmente não
é consciente. Nossa inclusão nessa grande alma é um senão, e nós nos
encontramos sujeitos ao nosso destino familiar. Nisto se baseia o enfoque
sistêmico-fenomenológico.
A
visão da Pedagogia Sistêmica é belíssima, porque vê nas atitudes disfuncionais
dos alunos, somente uma mostra profunda de amor; uma lealdade incondicional ao
pai, uma lealdade incondicional à mãe. A
última oportunidade que temos como pais de família, de participar de maneira
poderosa e eficaz na vida de nossos filhos é na adolescência; e hoje, os
filhos, os alunos, precisam muitíssimo dos adultos, precisam de uma
participação afetiva e generosa, desde declarar que o processo educativo se
leva a cabo, principalmente, através do trabalho dos pais; neste ponto,
baseia-se a diferença. Que
se requer? Firmeza e Sensibilidade. Essencialmente,
como professores, precisamos tomar nossos pais em nosso coração, e daí, se abre
a sensibilidade, mas junto com a sensibilidade, uma outra ferramenta
fundamental, é a firmeza. Não é uma ou a outra, são as duas juntas. Amor claro
e reconhecimento de limites.
Na
Pedagogia Sistêmica recuperamos a alegria por viver, e é a força que levamos a
aula.
Imaginemos
os professores usando o amor que lhes é comum, porém tomando a força de seus
próprios pais, e daí fluindo para seus alunos; e imaginemos o amor dos pais de
seus alunos fluindo através deles; isso é poderosíssimo. Toda a diferença é
educar no amor, fluindo desde a ordem. Sem ordem, não flui o amor; não tem a
mesma força e, portanto, o mesmo impacto; O AMOR DOS PAIS FLUINDO NOS FILHOS É
A FORÇA NA EDUCAÇÃO.
Escrito por Angélica Olvera (CUDEC)
VINCULO PSÍQUICO COM OS ANTEPASSADOS
O método da constelação familiar torna visível como os
seres humanos estão ligados em sistemas de vinculação e emocionalmente
dependentes uns dos outros de muitas formas. Mostra o caminho que sobretudo os
sentimentos e pensamentos difíceis tomam no interior de um sistema
pluri-geracional. Distingo os conceitos de relação e de vínculo. Há
relações em que não existem vínculos emocionais verdadeiros (p. ex. quando um
homem e uma mulher vivem juntos sem terem sentimentos um pelo outro) e noutras
há vínculos apesar de não existir nenhuma relação real (p. ex. quando alguém
tem uma forte ligação a um parceiro anterior, talvez até já falecido). Vínculos
fortes e em parte indissolúveis são criados sobretudo pela descendência
biológica (nomeadamente os vínculos mãe- filho,
pai- filho e entre irmãos) e pela sexualidade (vínculo entre parceiros).
Os vínculos são caracterizados por sentimentos fortes como amor, medo, raiva,
orgulho, vergonha ou culpa. Os vínculos estabelecem-se, regra geral, sem um
esforço consciente das pessoas em questão. Acontecem. Uma vez estabelecidos
oferecem resistência à sua dissolução. A possível perda de um vínculo provoca
medo. Os vínculos estão protegidos contra a sua dissolução arbitrária pelo
facto de a separação criar uma dor forte. A dimensão da dor provocada pelo
soltar do vínculo é um sinal da força desse mesmo vínculo.
É através dos vínculos que se estabelecem as estruturas
básicas trans-geracionais da convivência humana. Sem vínculos não haveria grupos
humanos maiores. Provavelmente não haveria o que chamamos fraternidade. Podemos
constatar também em animais formas de comportamento e de vida baseados em
vínculos. Para realçar a
qualidade específica da ligação entre seres humanos escolhi a noção vínculo de alma. O conceito de alma tem
grande importância na história cultural e filosófica humana. A alma, em todas as religiões e filosofias tem a função de colocar
questões sobre a origem da vida, da existência específica do ser humano no
mundo e daquilo que resta de uma pessoa
depois da sua morte biológica.
Defino a alma
como aquela força que liga o que
pertence a um grupo de seres e o delimita de outro. Uma alma comum
inclui assim, conjuntos de seres humanos e delimita-os. Cria o sentimento de
pertença. Cada pessoa participa na alma comum do seu grupo com os seus
sentimentos. Assim a alma é parte de
cada elemento do grupo mas também é um fenómeno sobre- individual. O relacionamento de cada elemento com o
respectivo grupo influencia os seus membros
na sua percepção, sentir, pensar,
imaginar e lembrar. A alma significa, neste sentido, também partilhar
sentimentos. Sobretudo as crianças absorvem na sua própria psique os
sentimentos dos pais.
Segundo Hellinger o sentimento e a necessidade de
pertença são, por seu lado, a base da consciência (Hellinger, 2002, p. 210
seg.). A consciência orienta comportamentos elementares na base dos sentimentos
de culpa e inocência. Favorece assim, a troca entre membros de um conjunto de
pessoas e regula o dar e o receber e também o respeito por certas ordens
básicas em grupos. É grande mérito de
Hellinger ter percebido e formulado tão
claramente a relação entre vínculo e consciência e de chegar, assim, à
compreensão profunda de culpa e inocência. Pela relação no grupo estabelece-se
uma compreensão de bem e de mal, de
certo e de errado. A verdade e a moral são, nas suas formas originais,
relacionadas com o grupo e, portanto, relativas. O que num grupo é considerado
bom e correcto pode ser considerado mau e errado noutro.
Devido à sua pertença a grupos os seres humanos pensam naturalmente em termos
ideológicos e consideram-se em geral
melhores que os elementos de um outro grupo. Quem faz parte de um grupo tem direito a uma proteção especial no seu seio.
Não pode ser excluído. Por causa da importância desse vínculo na sua vida e na sua sobrevivência, a exclusão
de uma pessoa pelo seu grupo tem uma qualidade traumática. Como os vínculos não
se dissolvem automaticamente pela morte e como todos nós tememos a exclusão do
grupo continuamos a dar aos mortos, por muito tempo, um lugar na alma do grupo. Em quase todas as
culturas as pessoas passam muito tempo a lembrar os seus mortos.
Franz Ruppert
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