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21° GRUPO DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR EM FLORIANÓPOLIS


21° GRUPO DE CONSTELAÇÃO FAMILIAR
 EM FLORIANÓPOLIS

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO FAMILIAR

DATA: Quinta feira - 11 DE JUlhO DE 2013

HORÁRIO: 17 HORAS

CENTRO – FLORIANÓPOLIS

RESERVAS: 48-9927-5666

HTTP://PSYCH-KCONSTELACAO.BLOGSPOT.COM.BR/

Grupo de Constelação Familiar Sistêmica


19° Grupo de Constelação Familiar em Florianópolis
A Terapia da reconciliação familiar

Data: 29 de junho de 2013
Horário: 14 horas
Centro – Florianópolis

Reservas: 48-9927-5666

http://psych-kconstelacao.blogspot.com.br/


CONSTELAR: A CURA DAS ALMAS


O trabalho das constelações retoma, de uma forma não mágica e realizável pelo homem moderno, antigos ritos xamânicos em favor da paz entre vivos e mortos. Como é tocante quando numa constelação, uma mulher adulta se deita nos braços da mãe que perdeu quando criança em virtude de um acidente! As emoções da criança, talvez bloqueadas pela carência e pela dor, passam a fluir, e o amor e a despedida podem ser agora realmente vividos. Como se sentem aliviados os representantes de mortos que são reconhecidos pela primeira vez como pertencentes à família, ou dos que, porque honrados em seu sofrimento, se livram de uma maldição! Como se sentem liberados os representantes de criminosos ou de vítimas quando sua condição de culpados ou de vítimas já pode ficar com eles, e os vivos renunciam a se intrometer nisso! Como se sentem redimidos os representantes de mortos quando se sentem acolhidos entre outros mortos e já podem realmente ser acolhidos na “grande morte”!

Não é de hoje que tendemos a reprimir a morte e as ligações carregadas de dívidas que por amor, medo ou dor mantemos com os mortos e com as histórias de suas vidas. Isso já é de longa data, conhecido pela psicoterapia. No decurso de nossa evolução cultural, perdemos o acesso a muitas formas rituais e sociais de superação da morte e de respeito pelos antepassados. Mesmo sem as constelações familiares, e muito tempo antes delas, existe um profundo anseio de lidar com o morrer, a morte e os mortos de uma forma liberadora e pacificadora. E para isso, as pessoas sempre precisaram de um apoio, por exemplo, através de um sacerdote ou com a ajuda da psicanálise ou da assistência ao morrer. Nesse ponto, o trabalho das constelações assume uma necessidade profunda e supre talvez uma lacuna de rituais e de luto coletivo.

Além disso, as constelações abrem a perspectiva para o enquadramento psíquico maior do encontro com a morte e com os mortos na alma. Elas fazem ver o fato individual enquanto enquadrado no contexto e na história da família, ou de um grupo de camaradas que viveram juntos coisas terríveis na guerra, ou no destino comum de perpetradores e vítimas, e sempre transcendendo a morte. Ou elas abrem a alma para a “grande morte”. Isto só parece estranho e até mesmo absurdo quando é encarado de longe e não no contexto da contemplação e da experiência imediata. Para os clientes envolvidos e os participantes de grupos, o encontro entre vivos e mortos geralmente se realiza como que naturalmente e é muito emocionante e curativo. E mesmo que não saibamos ao certo o que acontece nas constelações nos domínios fronteiriços dos vivos e dos mortos, podemos perceber o seu efeito e nos apoiar nisso. Neste particular, as constelações atuam como uma “cura de almas”.

Jakob Robert Schneider

A TERAPIA DA RECONCILIAÇÃO


A psicoterapia é sempre um trabalho de mediação e reconciliação, embora várias tendências terapêuticas tenham enveredado pelo caminho oposto, enfatizando a autoafirmação, uma perspectiva unilateral da autonomia pessoal, a separação e a luta, por exemplo, contra os pais, os destinos funestos ou as pessoas consideradas más. Bert Hellinger, ousando chegar a limites extremos, trilhou imperturbavelmente um caminho que pode abrir dimensões novas (ou retomar antigas, de uma nova maneira) para a solução de conflitos e o trabalho de reconciliação. É o próprio processo da constelação que determina como iniciar a reconciliação ou o que é preciso observar em cada passo. O terapeuta limita-se a olhar e a escutar a alma do cliente e de sua família, abrindo espaço, com suas poucas intervenções, às forças que resolvem os conflitos e atuam de forma reconciliadora. Seja qual for o caso, abuso ou assassinato de filhos, trapaça financeira, paternidade clandestina, traição, atrocidades de guerra, extermínio de judeus ou terrorismo de qualquer espécie, as constelações mostram uma força incrivelmente reconciliadora e liberadora, em que pesem as imperfeições e as tentativas frustradas, superficiais ou mesmo traumáticas dos consteladores.

Embora Bert Hellinger e os consteladores não estejam sozinhos nesse trabalho de reconciliação que honra tanto as vítimas quanto os criminosos, o significado do “amor aos inimigos” dificilmente é experimentado no domínio da psicoterapia e do aconselhamento de forma tão sensível como nas constelações. Entretanto, não existem realmente diferenças objetivas entre bons e maus? E a observação de que tanto as vítimas quanto os criminosos estão a serviço de um destino maior, não abre ela as portas para a arbitrariedade e a injustiça no comportamento humano? Não podemos dizer que temos sempre uma resposta para isso, mesmo abstraindo de destinos concretos. Muitas vezes, porém, um primeiro passo importante para a reconciliação e a paz, apesar das oposições e mesmo da luta pela própria causa, que frequentemente é necessária, é reconhecermos o adversário como igual a nós e não nos considerarmos melhores do que ele.

Diariamente experimentamos que a realidade costuma ser maior do que nossa vontade. Mesmo quando criamos uma realidade, nem sempre podemos controlar as consequências de nossas ações. Um dos efeitos profundos do trabalho das constelações é que nos ajuda a confiar no desenvolvimento do sentimento humano, para além da culpa e das incriminações, renunciando a flagelar nossos semelhantes como desumanos. Só entramos em sintonia com a realidade quando também reconhecemos o funesto e o terrível como fazendo parte dela, e lhes damos um lugar. Muitos desenvolvimentos positivos recebem sua força e seu direcionamento desse reconhecimento e respeito pelo terrível.

Jakob Robert Schneider

ALMA E O CAMPO SISTÊMICO



As constelações familiares se referem de uma nova maneira àquilo que chamamos de "alma". Podemos denominar assim a força invisível que animando (ou pelo menos no mundo animado; congrega partes num todo de uma tal maneira que o todo é mais do que a soma das partes e de suas funções dentro dele. A alma não se identifica com nossa consciência, pois inclui o inconsciente. E não se identifica com os processos fisiológicos e físicos em nosso corpo e em nosso cérebro, embora esteja inseparavelmente unida a eles. Não se identifica tampouco com nossos sentimentos, embora o sentir seja o modo de expressão por onde se experimenta a alma.

Ela é antes como o espaço ou o campo que une, ultrapassando espaço e tempo, tudo o que constitui uma pessoa, criando uma identidade. A abordagem típica da ciência natural atual, que busca o que "não difere", a saber, as partes e partículas e suas mútuas conexões, exclui por seu próprio método a possibilidade de descobrir uma alma. Porém nossa experiência quotidiana se dirige ao que é "mais do que". Não há conversa, nem arte, nem política, nem vida de relacionamento sem participação da alma. Como a experiência psíquica não pode ser reduzida ao que material e quantificável, a língua desenvolveu "palavras da alma" como liberdade, paciência, espírito, coragem, amor, etc. O que entendemos por "amor" não pode ser adequadamente entendido a partir de genes ou de funções do cérebro. Sabemos que para falar dos domínios da alma dependemos de imagens, metáforas, imprecisões, vivências, experiências, intuições perceptivas, bem como da função anímica da avaliação sensitiva e de coisas semelhantes. Por mais que as ciências da natureza nos ajudem com seus conhecimentos e nos obriguem, por exemplo, a repensar nossa liberdade de decisão, a ocupação com a alma, que ultrapassa o âmbito da experiência da vida, pertence mais às ciências do espírito ou à psicologia como ciência do espírito. O trabalho com as constelações familiares se apresenta no concerto da teoria e da prática psicológica modernas de um modo amplo e desafiador, descortinando a alma redescoberta e suas leis.

Da mesma forma como em nossa alma pessoal somos maiores do que aquilo que percebemos conscientemente em nós, assim também em todos os níveis de relações estamos envolvidos em contextos maiores, formados, em termos anímicos, por "espaços" ou "campos" (tomados como metáforas), que juntam as partes para constituir algo "mais" e "maior": uma união familiar, um grupo de amigos, uma empresa, uma comunidade social, um Estado - que se integra na natureza e no cosmo como um todo. Essa nossa vinculação, em sua grandeza e totalidade, recebe freqüentemente de Bert Hellinger a denominação de "grande alma". Isso não significa para ele algo místico ou do além, mas a totalidade da existência individual e coletiva, que justamente através das conquistas das ciências naturais nos aparece de modo cada vez mais misterioso, nos sustentando, ligando e talvez mesmo dirigindo. Entre os consteladores também existem divergências sobre a conveniência e a medida em que se falar de alma. Para alguns isso envolve uma carga excessivamente mística ou religiosa. Outros não partilham essas restrições. Pois diariamente, ao abrirmos um jornal ou revista, lemos em diversos artigos, seja na política, na economia ou na parte esportiva a palavra "alma" num contexto imediatamente inteligível para cada caso. Por exemplo, em manchete: "O templo de Ankor e a alma ferida do Camboja: em busca de nossa identidade".

Quando se fala de "alma", seja no trabalho com as constelações, seja de modo geral na psicoterapia ou na vida quotidiana, isso não acontece com ânimo anti-científico. Um consultor familiar não pode esperar que a ciência natural lhe forneça dados e métodos exatos, cientificamente comprovados e universalmente reconhecidos, para a solução de conflitos conjugais. Ele trabalha de uma forma mais ampla, orientado por vivências e pelas "regras da alma". Uma das realizações de Bert Hellinger é ter condensado e desenvolvido um modelo preexistente de constelações familiares, reduzindo ao essencial, de uma forma experimentável, os processos anímicos e os complexos contextos de relações, e abrindo o acesso a mudanças profundas na alma. Quem se disponha a isso pode comprová-lo pela própria prática do próprio Bert Hellinger, amplamente documentada, e de milhares de consultores e terapeutas.

de Jakob Robert Schneider