A terapia que olha com amor a árvore genealógica, removendo os bloqueios transgeracionais na família.
SEGREDOS DE FAMÍLIA

Existem segredos dentro de uma família que precisam vir à tona. Quando estes segredos são escondidos, isso tem efeito sobre várias pessoas dentro desta família, dentro deste sistema. Por exemplo: quantas crianças existem? Existe ou existiu alguma criança sobre a qual não se fala? Quando isto vem à tona, todos se aliviam. Ou, às vezes, nega-se a uma criança a identidade de seu pai. Todas as crianças têm o direito de saber a identidade de seu pai e de sua mãe! Imaginem uma mãe ter um filho de outro homem e este segredo permanecer oculto, velado. O quanto esta mãe precisa se esforçar para guardar este segredo? Já presenciei algumas constelações onde a mãe que oculta a verdade do filho estava com uma doença mortal e, numa delas, quando a verdade foi revelada o alívio foi tamanho que fiquei sabendo posteriormente que a doença desapareceu! O quanto esta mãe vive este martírio por dias e dias sem fim? Mas engana-se quem pensa que a criança não sabe que há algo escondido. no sistema familiar - esta criança sabe - inconscientemente. Ela não pode dizer que ela percebe! Carrega um peso, portanto.
Mas, por outro lado, existem segredos que precisam ser guardados. Por exemplo, numa situação de guerra: um soldado passou por muitas experiências e também cometeu vários erros. Seu filho lhe indaga o que aconteceu lá. Este segredo deve ser guardado. O pai deve lhe dizer que isso não é de sua conta. Isso é respeito. Todos nós temos segredos que guardamos e não são da conta de ninguém. A mulher tem certos segredos e o homem também tem certos segredos. Se um cônjuge quer saber sobre os relacionamentos anteriores do outro, o relacionamento acaba. Isto não é da conta do outro. Quando um casal respeita os segredos um do outro, mutuamente, cada um se sente seguro com outro, e isto está a serviço do amor. Certas coisas são sagradas. A intimidade de uma relação a dois é sagrada!
Pais que contam aos filhos coisas sobre a relação do casal dá imediatamente ao filho um peso enorme. Estes segredos devem ser guardados. Quando seu pai vir até você contando "sua mãe aprontou tal coisa comigo" corte imediatamente! Funciona muito dizer ao seu pai "pai, você está falando sobre a sua ESPOSA, e com isso não tenho nada a ver. Por favor, não fale mal de sua esposa para mim, afinal você está falando para mim da minha MÃE!" Claro que isso vale igualmente para sua mãe falando mal de seu pai. Toda curiosidade prejudica o relacionamento!
Cristina Maruju
O sistema familiar: amor e dor
O sistema familiar ao qual
pertencemos atua como uma rede de energia ou “campo” em que tudo e todos estão
profundamente entrelaçados. Cada família tem o seu "campo de ressonância"
próprio, o que pode ser definido como “alma da família”. Sempre que acontece numa
família um evento agradável ou dramático, seus participantes estarão envolvidos
física, emocional e espiritualmente.
Quando uma família tenta esconder
alguma coisa, um evento criminoso ou traumático, algo desonroso que provocou um
profundo sentimento de vergonha e tristeza, essa dor escondida forma a base de
um “legado familiar”. Ao tentar excluí-lo ou escondê-lo, o fato toma força e
será herdado pelas gerações futuras, que vivenciarão (inconscientemente) a dor dos
excluídos, numa tentativa de compensar o sofrimento dos que foram excluídos
pela família. Estes "legados" são preservados nas almas dos
indivíduos pertencentes à família e na alma da família em forma de memórias coletivas
que se repetem muitas vezes dramaticamente idênticas. As datas e a forma do
sofrimento ocorrido muitas gerações atrás, são revividos por um bisneto ou uma
sobrinha neta que, para “compensar a dor no campo da família” repete a dor do
excluído ou do “segredo de família’”. Como exemplo, podemos citar famílias onde
várias pessoas morrem de câncer, ou aquelas onde a cada dois anos acontece uma
morte ocasionada por acidente no trânsito ou ainda aquelas onde muitos são
bipolares ou psicóticos.
Cada família tem sua própria
lealdade interna distinta e seu sistema de acerto de contas, e estes servem para
equilibrar a dor familiar e para manter "as coisas no lugar". Deste modo
a família pode decidir quem manter ou excluir, afastando qualquer coisa que
faça a família se sentir em culpa, em perigo ou com um sentimento de vergonha.
Quando um grupo familiar viola uma das leis básicas do campo sistêmico,
excluindo um membro do grupo ou escondendo um fato importante, tenta evitar responsabilizar-se
pelo fato ou viver sentimento de culpa. Mas nada fica sem compensação –
absolutamente nada! O sofrimento causado a algum membro da família pode
reaparecer em outro momento, e em outra geração que nem conheceu os parentes ou
ignora totalmente os fatos. O que a memória da família busca é o equilíbrio do “campo
sistêmico”, ou seja, compensar os sofrimentos que continuam a desequilibrar o
sistema daqueles indivíduos. Cada membro
de uma família tem importância, mas o campo que os une e lhes deu a vida é mais
importante que casa indivíduo. Desta forma, cada geração que nasce, busca
inconscientemente compensar as dores dos antepassados e utilizar seus talentos.
Alguns legados e heranças podem se tornar a maior força motriz na família, fazendo
o seu caminho através de muitas gerações, por vezes, de uma forma devastadora,
como em casos de violência física ou sexual, ou em casos de abortos, suicídio ou
assassinatos.
Com a terapia de “Constelações
Familiares” essa harmonia é restabelecida proporcionando paz e alívio a todo
o sistema da família em questão. Com consciência, amor e utilizando os rituais
de inclusão de quem está excluído, pois todos têm o igual direito de pertencer,
o sistema fica muito leve. Para encontrar paz e felicidade em nossas famílias,
devemos reconhecer a lei que se refere ao equilíbrio entre dar e receber, e
respeitar a hierarquia de tempo: os mais antigos vêm primeiro e os mais novos
vêm depois. Quando essas regras ou leis são vividas no sistema familiar, será deixado um “legado” leve para os futuros integrantes. Isso significa –
saúde, alegria e paz para as próximas gerações.
Tania Rocha
Facilitadora de Psych-k e Constelações Familiares
Quando o amor acaba....
Pergunta para mim mesmo... é que estou vivendo exatamente esta fase do "... e agora"? Sempre vem um monte de perguntas na cabeça, um monte de dúvidas, e emoções intensas afloram como o dragão a sacudir suas asas para fora da caverna. Raiva, ciúme, inveja, sentimento de coitadinho, impotência, decepção... Mas será que é só isso?
Bem... não vou escrever um texto do tipo "10 dicas para uma separação feliz"... porque seria, em primeiro lugar, uma enganação. Não existe separação feliz. Em segundo lugar, porque cada caso é um caso... Ainda não conheci uma separação como a minha, onde não houve traição, não houve sérios problemas financeiros, não houve brigas homéricas... inclusive, continuo a manter a amizade, o respeito e até o trabalho conjunto com a ex. Foram 15 anos. Dois filhos. Muitas conquistas. Muitas mudanças. Aprendizado infinito. Compramos casas. Descompramos. Criamos empresa. Descriamos. Caminhei pela senda do meu desenvolvimento espiritual... e aí acho que foi o x da questão. Sempre fui muito ligado à espiritualidade. De uma forma mais racional, mas um interesse enorme pelo crescimento da alma. E na minha concepção, o desenvolvimento espiritual incluía a formação de uma família feliz. Uma família feliz, que eu não tive. Aí a coisa pegou. Eu não sabia, mas estava misturando um desejo profundo da alma, que é perceber a realidade de ser e estar uno a Deus, com uma dor profunda da criança emocionalmente ferida, que desejava criar uma família que eu não tive.
Sim, nasci sem conviver com meu pai. Ele já estava com outra. E minha mãe me deixou aos 4 ou 5 anos. Isso, lógico, sem contar com suas inúmeras ausências e descaso, nos primeiros anos de vida. Eu e meu irmão mais velho fomos criados pelos avós paternos. Ele, esquizofrênico. E eu me achava normal. Minha avó era neurótica, meu avô, omisso e subjugado. Mas somente hoje percebo que, em proporções diferentes, eu era também doente mental. Sim, doente, pois durante 40 anos da minha vida, vivi com a mente emocional presa a este passado. E por isso tentei desesperadamente criar a família feliz. Mas como criar uma família feliz, se eu não estava emocionalmente ligado ao casamento? Eu não era o marido, mas, sim, uma representação do que deveria ser o marido ideal, que eu nem sabia o que era. Também não era pai, mas uma representação do que seria o pai perfeito que eu não tive. Vivendo os fantasmas do passado, nunca me permiti ser eu. Fazia tudo para que a família estivesse unida... sacrifiquei-me o tempo todo para que a esposa estivesse feliz - e ela nunca estava... e assim não destruísse um sonho que, no fundo, era o meu maior pesadelo: uma família unida. Na verdade, havia uma criança lá no fundo, dentro de mim, dizendo: não me abandone novamente, papai. Não me deixe mamãe. Proteja-me papai.
Hoje, trabalhando com constelação familiar, descobri que eu - ou esta criança interna, estava negando o passado, a família que eu tive, negando meu pai e minha mãe. Estava, de certa maneira, dizendo: não aceito que foi assim! Vou mostrar como é que se faz! Vamos pensar racionalmente: negar uma coisa que foi, que aconteceu, e ainda por cima, criar em cima disso um sonho, não tem como dar certo, né? Em constelação, sabemos que ao negar o pai e a mãe, negamos todas nossas raízes, e aí perdemos a força para a vida. Entendi, a duras custas e cabeçadas na parede, que a vida não se faz nem com negações, nem com sonhos. A vida se faz vivendo aquilo que é, aqui e agora. Se é pão, é pão. Se é pedra, é pedra. Não adianta querer mudar aquilo que é. E isso também é desenvolvimento espiritual. Ao negar aquilo que o Universo me proporcionou como família, estava negando Deus. Ao negar os fatos da infância, alguns realmente muito dolorosos, estava negando a vida. Ao perceber isso, algo em mim iniciou um movimento de resgate. Resgate de mim mesmo. Viver a minha própria vida. Apesar de todas as circunstâncias da vida, sou uma pessoa abençoada. Abençoado, inclusive, por ter encontrado uma mulher que também está em seu caminho espiritual, e possui qualidades incríveis, que muito me auxilia. Abençoado porque finalmente posso dizer: estou me desprendendo da necessidade de me pendurar emocionalmente em alguém. Não posso conceber uma relação onde um está pendurado no outro, e se o outro se ausenta, existe um sofrimento intenso. Isso não é amor, mas uma doença chamada co-dependência. Neste momento, tenho a possibilidade de realmente estar presente nas minhas relações, sejam familiares, sejam profissionais. Estar íntegro e disponível aos meus clientes, ao meu trabalho, e a mim mesmo. Sem desviar energia para ficar ruminando o passado, e nem desviar energia para criar fantasias sobre o futuro. Tudo isso é um processo. Lógico que tem horas que estou mais íntegro, e outras que estou totalmente fora do eixo. O negócio é respeitar o processo, os altos e baixos... porque sinto, claramente, que o equilíbrio lentamente vai se instalando, à medida em que permito que as coisas sejam como elas são. O equilíbrio surge como uma graça, e não como uma imposição mental. Incluindo até meus altos e baixos, permito que eu seja como sou. Com todas as imperfeições. Todas. Com todo o passado. E também com a luz e o brilho que Deus me deu, que no fundo, é a minha única realidade.
Alex Possato é facilitador sistêmico, consultor e diretor do Nokomando - Desenvolvimento pessoal e espiritual
O sistema familiar

O trabalho das Constelações Familiares demonstra que não há
espaço para pessoas excluídas. A atitude comum que geralmente as famílias
assumem perante a sociedade e dentro delas mesmas, de ter uma “postura social”
onde fatos como abortos, amores traídos, filhos abandonados, tios esquecidos,
etc., são escondidos no porão, não podem ser escondidos do Sistema Familiar e
isso leva um outro membro da família a querer resgatar a dor da exclusão em
nome de quem deveria ter feito isto antes. Este membro age simplesmente por
amor, assim como o membro que excluiu anteriormente foi levado também pelo
sistema a ter esta atitude. Não existem culpados. A terapia de Constelação
Familiar está plenamente de acordo com as teorias da física quântica e da
biologia, onde se mostra que toda a humanidade e em especial os membros de uma
família, formam na verdade um único todo indissolúvel. Somos pequenas células
de um único organismo e a ideia de que existe separação entre eu e o
outro é apenas uma ilusão dos nossos sentidos físicos.
Amar o próximo como a ti
mesmo deixa de ser um postulado religioso e passa a ser uma obrigação para quem
deseja a saúde física, financeira, familiar e espiritual. Porém, é
importante saber: o amor profundo significa deixar as responsabilidades de cada
um com eles mesmos. Querer assumir as responsabilidades de um pai, ou de um
filho, ou de um marido, ou ainda, do “coitado da rua”, do menino carente, e
assim por diante, não é amor – é desequilíbrio. É necessário confiar no
sistema. O nosso papel individual é se equilibrar no sistema, se alguma coisa
está incomodando e aceitar absolutamente tudo. “Ninguém é responsável”, diz
Hellinger. “Tudo foi guiado por uma força maior. Então, a pessoa deveria dizer:
‘sou uma parte do movimento; não me excluo disso.’ Basta que ela reconheça que
também faz parte disso e carrega as consequências, mas sem culpa. Isso nada tem
a ver com culpa. A gente não precisa envergonhar-se. Este é um profundo
processo de conexão, algo profundamente humano que me abre para outros e tira
também do outro a resistência para se encontrar comigo”. Aí, o amor
verdadeiro flui.
Aruanan
Consultor e terapeuta
Violência Intrafamiliar: uma visão transgeracional
O aprendizado de meninas e meninos acerca de seus papéis é um fator de risco importante para a violência. A tendência natural de uma criança é responder às situações vividas de acordo com seus modelos. Assim, se possuírem um modelo de interação violenta irão aprender também a serem violentas. Uma vez internalizados, estes aprendizados são incorporados na escala de valores do indivíduo determinando sua forma de enfrentar as expectativas sociais, sendo isto específico para cada sexo.Nas famílias com histórico de violência existem idéias que são sustentadas através do discurso do abusador, da pessoa que sofre a violência e das pessoas de fora da família que convivem com a mesma. Idéias que não são questionadas, o que faz com que tenham um forte impacto no sistema familiar como um todo.
Na violência familiar produzem-se circuitos de repetição de padrões de interação nos quais participam pelo menos três diferentes instâncias: o abusador, a pessoa abusada e o contexto reforçador. Cada uma destas instâncias possui uma lógica de pensar e agir que muitas vezes contribui para a negação dos atos violentos na família. Para o abusador, os componentes mais freqüentes desta lógica são: sente-se vítima de algo que seu companheiro faz, não é empático com os outros membros da família, supõe que são os outros, principalmente a pessoa abusada que deve se conter; acha que se encontra em uma posição hierárquica superior, etc. Coerentemente a estas idéias age gritando, humilhando, não agradecendo, batendo, etc, não percebendo sua conduta como violenta. Conseqüentemente, a violência passa a ser vista como natural neste ambiente. Já para a pessoa abusada, os componentes que estabelecem uma lógica para a violência, impedindo-a de percebê-la são outros: não se vê como importante nas suas relações, tem baixa auto-estima, desconhece seus direitos, acredita que o abusador é dono do saber, etc. A partir desta lógica conduz-se de forma a sustentar, apoiar e cuidar do abusador. Estudo recente revelou que mulheres violentadas possuem uma baixa percepção da violência, não reconhecendo muitos mal tratos vividos como atos violentos. É este funcionamento complementar entre abusador e abusado que sustenta a violência intra-familiar, permitindo que esta situação se repita. Como conseqüência, os filhos vivem e aprendem que a violência faz parte de uma rotina aceitável, levando-os a repetir este mesmo padrão quando adultos em suas próprias famílias.
ANA BEATRIZ PEDRIALI GUIMARÃES - SILVIA BRASILIANO - Patrícia Brunfentrinker Hochgraf
A TRANSMISSÃO TRANSGERACIONAL FAMILIAR
Estudos que abordam a repetição de histórias
vivenciadas pelas famílias de origem, e que são transmitidas ao longo das
gerações, trazem algumas problemáticas no que se refere a conteúdos disfuncionais
não elaborados pela família. Uma destas problemáticas se refere ao
surgimento do adoecimento psíquico em um ou mais membros da família, sendo
perpetuado por gerações. O grupo familiar é composto a partir do casal, e a
partir daí ocorre uma interação entre várias pessoas e diversas gerações,
construindo-se assim um caminho para transmissão psíquica. As mudanças nos
sistemas de transmissão psíquica e socioculturais, assim como suas feridas,
trazem um lado negativo, que é aquilo que fica oculto, não dito ou “mal dito”,
atravessando as gerações em um processo transgeracional. Quando é marcada pelo
negativo, observamos que o que se transmite é aquilo que não pode ser detido é
o que não encontra registrado no psiquismo dos pais e é depositado no psiquismo
da criança: os lutos não realizados, os objetos desaparecidos sem traço nem
memória, a vergonha, as doenças e a falta.
Para Piva o processo da transmissão constitui-se em
uma obrigação de trabalho psíquico, tanto para o indivíduo, quanto para o
grupo, e desenvolve-se através de um trabalho de elaboração, de ligação, na
medida em que uma geração consegue transformar aquilo que recebe,
apropriando-se do herdado, desde sua própria vivência e perspectiva. Este
processo permite que cada geração possa situar-se em relação às outras, bem
como inscrever cada sujeito em uma categoria como pertencente a um grupo, dono
de uma história e de um lugar. Porém, quando o herdado é apenas acatado, sem
elaboração, tem grande chance de cometer à repetição. Partindo-se desta ideia,
o presente estudo acerca da problemática apresentada fez-se importante no sentido
em que objetivou conhecer, sob o olhar transgeracional, os padrões comportamentais
transmitidos entre as três gerações de uma mesma família, que podem influenciar
no seu adoecimento psíquico.
Além da estrutura familiar, também acrescenta
importantes conceitos, como os subsistemas, fronteiras e hierarquias. Cada
indivíduo na família pode tomar parte de diferentes subsistemas de acordo com
as funções que exerce, como por exemplo, o subsistema conjugal, formado pelo
casal, na função de marido e mulher, parental, na função de pai e mãe, e o
subsistema fraternal, constituídos pelos filhos na relação entre irmãos. Estes
subsistemas se organizam através de fronteiras, tendo a função de proteger a
diferenciação dos sistemas, definindo quem participa, quando e de que forma. No
decorrer do ciclo vital, os diferentes papéis podem ser vivenciados, como por exemplo,
o papel de filho, de irmão, de cônjuge, de pai, etc. Estudar os fenômenos
identificados no processo de perpetuação familiar é também fundamental para o
entendimento do funcionamento e da dinâmica das relações familiares. Assim, a
transmissão familiar é definida por Wagner e Falcke como uma forma de estudar
diferentes padrões familiares que se repetem de uma geração a outra, mesmo sem
a compreensão das pessoas envolvidas. Este padrão é definido a partir dos
legados, valores, crenças, segredos, ritos e mitos que se perpetuam e fazem
parte da família. Cada família traz consigo um mandato transgeracional cujo
patrimônio ou legado compreende tanto elementos positivos quanto negativos. O
patrimônio ou legado é o mandato transgeracional que transita entre as
gerações, na dimensão psíquica, e que, na maioria das vezes, se passa em nível
inconsciente. A herança recebida de uma geração cria obrigações em relação ao
seu doador. Nesse sentido, o legado seria transmitido de forma positiva,
assegurando a sobrevivência da família e da espécie. O aspecto negativo do
legado seria aquela em que o patrimônio é sobrecarregado de conteúdos
disfuncionais.
Cristiane
Félix da Silva
Silvia
Pinheiro Dutra
Constelação Familiar de Bert Hellinger
A Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica criada pelo alemão Bert Hellinger a partir de muitos anos de observação de fenômenos que ocorriam em grupos terapêuticos que ele coordenava. A prática gerou a teoria, e não o inverso. O trabalho não se baseia em teorias psicológicas previamente estabelecidas. Trata-se de uma prática fenomenológica, e sua fundamentação é principalmente antropológica, filosófica e humanística. A base conceitual desta abordagem pode ser resumida assim: Além do inconsciente individual (Freud) e do inconsciente coletivo (Jung) existe também segundo Hellinger, um inconsciente familiar compartilhado pelos membros de uma mesma família e que se transmite às gerações seguintes, e que é estruturado a partir de todos os acontecimentos que compõem a história da família (nascimentos, mortes, uniões, separações, rejeições e exclusões, sucessos, fracassos, padrões de conduta, etc...). Este inconsciente familiar influencia de forma intensa alguns membros da família afetando significativamente suas vidas. Estes membros ficam de alguma forma identificados ou "emaranhados" a outros membros da família, freqüentemente de gerações anteriores, que foram ¨excluídos¨ ou que tiveram um percurso de vida sofrido ou um “destino” infeliz (a palavra destino tem um significado próprio na teoria de Hellinger, que não daria para explicar aqui em poucas palavras). Algumas vezes o membro emaranhado nem sequer tem conhecimento consciente do episódio de exclusão que ocorreu com os seus familiares . Porém ele capta estas informações do inconsciente familiar e retoma/revive o “destino” desta pessoa, ou tenta compensar ou fazer o que outro familiar “deveria” ter feito. Pode acontecer ainda que ao perceber que um dos pais está emaranhado e tenta repetir o destino de alguém, um filho decide inconscientemente tomar para si esta “missão reparadora“ equivocada e, por exemplo, ele adoece ou fracassa ou deprime no lugar de seu pai ou mãe. A observação empírica destes fenômenos permitiu que fossem descobertas algumas regras ou ordens naturais que regem o inconsciente familiar e que se forem restauradas garantem o bem estar e a harmonia dos membros da família. Exemplos de algumas destas ordens: o direito à pertinência (ver reconhecido o seu lugar naquele grupo), o resgate dos impulsos primários interrompidos, a força dos laços de sangue, a ordem de precedência entre as gerações, o direito a seguir as próprias escolhas , a reverência aos mortos, o equilíbrio entre o dar e o receber, e outros.
Ernani Eduardo Trotta (crp 05/12184) é Psicoterapeuta, coordenador do Curso de Formação do “Núcleo de Psicoterapia Reichiana/RJ” e terapeuta em Constelações Familiares formado por Peter Spelter (Instituto de Filosofia Prática da Alemanha)
CURSO TEÓRICO E PRÁTICO DE BIOPSIQUE
Reprograme suas crenças
inconscientes com o equilíbrio dos hemisférios cerebrais.
O amor e a prosperidade são
possíveis honrando e respeitando seus antepassados.
Durante dois dias você vai aprender as
técnicas da BioPsique que
reprogramam a mente, transformando suas crenças limitantes que sabotaram seus
sonhos em crenças potentes e positivas. Ao concluir este curso você conhecerá
recursos necessários para fazer suas próprias escolhas e mudanças profundas
(corpo e mente). Inconscientemente continuamos a reproduzir as mesmas doenças e
os mesmos sofrimentos que os nossos antepassados viveram. Usando os recursos de
BioPsique você vai honrar e liberar
a dor que carrega por seus antepassados, trazendo paz para sua vida.
BioPsique é um sistema inovador e eficaz,
a evolução de PSYCH-K, pois utiliza
técnicas da Constelação Familiar
somadas a Cinesiologia, atuando diretamente
nas causas limitadoras (conflitos, doenças, dores crônicas). Utilizando BioPsique e os poderosos recursos da
terapia da Constelação Familiar, encontra-se
a origem do bloqueio que criou o sofrimento, possibilitando a felicidade:
Problema => Origem Familiar => Liberação => Reprogramação => Objetivo
Com BioPsique você transforma suas
limitações em recursos positivos evitando a autossabotagem, criando paz,
prosperidade e a felicidade que você sempre desejou em sua vida.
Dias 08 e 09 de Dezembro de 2012
Sábado e domingo - 09.00 as 18.00
Local: Sítio Família Rocha&Rayes em
Anitápolis
Curso + quarto + café da manhã + almoço +
jantar
PROGRAMA DO CURSO
Sábado
Introdução a BioPsique
Consciente/Inconsciente
Cinesiologia
Teoria da Predominância Hemisférica
Reprogramação
Mental/Autossabotagem
A
Biologia do Pensamento
O
Campo morfogenético
Crenças
e Hereditariedade
Testes
Cinestésicos
Domingo
Frases de Apoio
Como fazer um Equilíbrio
Reforços – a importância da prática
Dissolvendo traumas
Equilíbrio dos Hemisférios Cerebrais
A origem da dor (antepassados)
Exercícios Práticos
Serão entregues atestado de participação
em BioPsique
Será fornecido rico material didático
Inscrições: taniarocha@hotmail.it
Assinar:
Postagens (Atom)












