A terapia que olha com amor a árvore genealógica, removendo os bloqueios transgeracionais na família.
Violência Intrafamiliar: uma visão transgeracional
O aprendizado de meninas e meninos acerca de seus papéis é um fator de risco importante para a violência. A tendência natural de uma criança é responder às situações vividas de acordo com seus modelos. Assim, se possuírem um modelo de interação violenta irão aprender também a serem violentas. Uma vez internalizados, estes aprendizados são incorporados na escala de valores do indivíduo determinando sua forma de enfrentar as expectativas sociais, sendo isto específico para cada sexo.Nas famílias com histórico de violência existem idéias que são sustentadas através do discurso do abusador, da pessoa que sofre a violência e das pessoas de fora da família que convivem com a mesma. Idéias que não são questionadas, o que faz com que tenham um forte impacto no sistema familiar como um todo.
Na violência familiar produzem-se circuitos de repetição de padrões de interação nos quais participam pelo menos três diferentes instâncias: o abusador, a pessoa abusada e o contexto reforçador. Cada uma destas instâncias possui uma lógica de pensar e agir que muitas vezes contribui para a negação dos atos violentos na família. Para o abusador, os componentes mais freqüentes desta lógica são: sente-se vítima de algo que seu companheiro faz, não é empático com os outros membros da família, supõe que são os outros, principalmente a pessoa abusada que deve se conter; acha que se encontra em uma posição hierárquica superior, etc. Coerentemente a estas idéias age gritando, humilhando, não agradecendo, batendo, etc, não percebendo sua conduta como violenta. Conseqüentemente, a violência passa a ser vista como natural neste ambiente. Já para a pessoa abusada, os componentes que estabelecem uma lógica para a violência, impedindo-a de percebê-la são outros: não se vê como importante nas suas relações, tem baixa auto-estima, desconhece seus direitos, acredita que o abusador é dono do saber, etc. A partir desta lógica conduz-se de forma a sustentar, apoiar e cuidar do abusador. Estudo recente revelou que mulheres violentadas possuem uma baixa percepção da violência, não reconhecendo muitos mal tratos vividos como atos violentos. É este funcionamento complementar entre abusador e abusado que sustenta a violência intra-familiar, permitindo que esta situação se repita. Como conseqüência, os filhos vivem e aprendem que a violência faz parte de uma rotina aceitável, levando-os a repetir este mesmo padrão quando adultos em suas próprias famílias.
ANA BEATRIZ PEDRIALI GUIMARÃES - SILVIA BRASILIANO - Patrícia Brunfentrinker Hochgraf
A TRANSMISSÃO TRANSGERACIONAL FAMILIAR
Estudos que abordam a repetição de histórias
vivenciadas pelas famílias de origem, e que são transmitidas ao longo das
gerações, trazem algumas problemáticas no que se refere a conteúdos disfuncionais
não elaborados pela família. Uma destas problemáticas se refere ao
surgimento do adoecimento psíquico em um ou mais membros da família, sendo
perpetuado por gerações. O grupo familiar é composto a partir do casal, e a
partir daí ocorre uma interação entre várias pessoas e diversas gerações,
construindo-se assim um caminho para transmissão psíquica. As mudanças nos
sistemas de transmissão psíquica e socioculturais, assim como suas feridas,
trazem um lado negativo, que é aquilo que fica oculto, não dito ou “mal dito”,
atravessando as gerações em um processo transgeracional. Quando é marcada pelo
negativo, observamos que o que se transmite é aquilo que não pode ser detido é
o que não encontra registrado no psiquismo dos pais e é depositado no psiquismo
da criança: os lutos não realizados, os objetos desaparecidos sem traço nem
memória, a vergonha, as doenças e a falta.
Para Piva o processo da transmissão constitui-se em
uma obrigação de trabalho psíquico, tanto para o indivíduo, quanto para o
grupo, e desenvolve-se através de um trabalho de elaboração, de ligação, na
medida em que uma geração consegue transformar aquilo que recebe,
apropriando-se do herdado, desde sua própria vivência e perspectiva. Este
processo permite que cada geração possa situar-se em relação às outras, bem
como inscrever cada sujeito em uma categoria como pertencente a um grupo, dono
de uma história e de um lugar. Porém, quando o herdado é apenas acatado, sem
elaboração, tem grande chance de cometer à repetição. Partindo-se desta ideia,
o presente estudo acerca da problemática apresentada fez-se importante no sentido
em que objetivou conhecer, sob o olhar transgeracional, os padrões comportamentais
transmitidos entre as três gerações de uma mesma família, que podem influenciar
no seu adoecimento psíquico.
Além da estrutura familiar, também acrescenta
importantes conceitos, como os subsistemas, fronteiras e hierarquias. Cada
indivíduo na família pode tomar parte de diferentes subsistemas de acordo com
as funções que exerce, como por exemplo, o subsistema conjugal, formado pelo
casal, na função de marido e mulher, parental, na função de pai e mãe, e o
subsistema fraternal, constituídos pelos filhos na relação entre irmãos. Estes
subsistemas se organizam através de fronteiras, tendo a função de proteger a
diferenciação dos sistemas, definindo quem participa, quando e de que forma. No
decorrer do ciclo vital, os diferentes papéis podem ser vivenciados, como por exemplo,
o papel de filho, de irmão, de cônjuge, de pai, etc. Estudar os fenômenos
identificados no processo de perpetuação familiar é também fundamental para o
entendimento do funcionamento e da dinâmica das relações familiares. Assim, a
transmissão familiar é definida por Wagner e Falcke como uma forma de estudar
diferentes padrões familiares que se repetem de uma geração a outra, mesmo sem
a compreensão das pessoas envolvidas. Este padrão é definido a partir dos
legados, valores, crenças, segredos, ritos e mitos que se perpetuam e fazem
parte da família. Cada família traz consigo um mandato transgeracional cujo
patrimônio ou legado compreende tanto elementos positivos quanto negativos. O
patrimônio ou legado é o mandato transgeracional que transita entre as
gerações, na dimensão psíquica, e que, na maioria das vezes, se passa em nível
inconsciente. A herança recebida de uma geração cria obrigações em relação ao
seu doador. Nesse sentido, o legado seria transmitido de forma positiva,
assegurando a sobrevivência da família e da espécie. O aspecto negativo do
legado seria aquela em que o patrimônio é sobrecarregado de conteúdos
disfuncionais.
Cristiane
Félix da Silva
Silvia
Pinheiro Dutra
Constelação Familiar de Bert Hellinger
A Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica criada pelo alemão Bert Hellinger a partir de muitos anos de observação de fenômenos que ocorriam em grupos terapêuticos que ele coordenava. A prática gerou a teoria, e não o inverso. O trabalho não se baseia em teorias psicológicas previamente estabelecidas. Trata-se de uma prática fenomenológica, e sua fundamentação é principalmente antropológica, filosófica e humanística. A base conceitual desta abordagem pode ser resumida assim: Além do inconsciente individual (Freud) e do inconsciente coletivo (Jung) existe também segundo Hellinger, um inconsciente familiar compartilhado pelos membros de uma mesma família e que se transmite às gerações seguintes, e que é estruturado a partir de todos os acontecimentos que compõem a história da família (nascimentos, mortes, uniões, separações, rejeições e exclusões, sucessos, fracassos, padrões de conduta, etc...). Este inconsciente familiar influencia de forma intensa alguns membros da família afetando significativamente suas vidas. Estes membros ficam de alguma forma identificados ou "emaranhados" a outros membros da família, freqüentemente de gerações anteriores, que foram ¨excluídos¨ ou que tiveram um percurso de vida sofrido ou um “destino” infeliz (a palavra destino tem um significado próprio na teoria de Hellinger, que não daria para explicar aqui em poucas palavras). Algumas vezes o membro emaranhado nem sequer tem conhecimento consciente do episódio de exclusão que ocorreu com os seus familiares . Porém ele capta estas informações do inconsciente familiar e retoma/revive o “destino” desta pessoa, ou tenta compensar ou fazer o que outro familiar “deveria” ter feito. Pode acontecer ainda que ao perceber que um dos pais está emaranhado e tenta repetir o destino de alguém, um filho decide inconscientemente tomar para si esta “missão reparadora“ equivocada e, por exemplo, ele adoece ou fracassa ou deprime no lugar de seu pai ou mãe. A observação empírica destes fenômenos permitiu que fossem descobertas algumas regras ou ordens naturais que regem o inconsciente familiar e que se forem restauradas garantem o bem estar e a harmonia dos membros da família. Exemplos de algumas destas ordens: o direito à pertinência (ver reconhecido o seu lugar naquele grupo), o resgate dos impulsos primários interrompidos, a força dos laços de sangue, a ordem de precedência entre as gerações, o direito a seguir as próprias escolhas , a reverência aos mortos, o equilíbrio entre o dar e o receber, e outros.
Ernani Eduardo Trotta (crp 05/12184) é Psicoterapeuta, coordenador do Curso de Formação do “Núcleo de Psicoterapia Reichiana/RJ” e terapeuta em Constelações Familiares formado por Peter Spelter (Instituto de Filosofia Prática da Alemanha)
CURSO TEÓRICO E PRÁTICO DE BIOPSIQUE
Reprograme suas crenças
inconscientes com o equilíbrio dos hemisférios cerebrais.
O amor e a prosperidade são
possíveis honrando e respeitando seus antepassados.
Durante dois dias você vai aprender as
técnicas da BioPsique que
reprogramam a mente, transformando suas crenças limitantes que sabotaram seus
sonhos em crenças potentes e positivas. Ao concluir este curso você conhecerá
recursos necessários para fazer suas próprias escolhas e mudanças profundas
(corpo e mente). Inconscientemente continuamos a reproduzir as mesmas doenças e
os mesmos sofrimentos que os nossos antepassados viveram. Usando os recursos de
BioPsique você vai honrar e liberar
a dor que carrega por seus antepassados, trazendo paz para sua vida.
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a evolução de PSYCH-K, pois utiliza
técnicas da Constelação Familiar
somadas a Cinesiologia, atuando diretamente
nas causas limitadoras (conflitos, doenças, dores crônicas). Utilizando BioPsique e os poderosos recursos da
terapia da Constelação Familiar, encontra-se
a origem do bloqueio que criou o sofrimento, possibilitando a felicidade:
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limitações em recursos positivos evitando a autossabotagem, criando paz,
prosperidade e a felicidade que você sempre desejou em sua vida.
Dias 08 e 09 de Dezembro de 2012
Sábado e domingo - 09.00 as 18.00
Local: Sítio Família Rocha&Rayes em
Anitápolis
Curso + quarto + café da manhã + almoço +
jantar
PROGRAMA DO CURSO
Sábado
Introdução a BioPsique
Consciente/Inconsciente
Cinesiologia
Teoria da Predominância Hemisférica
Reprogramação
Mental/Autossabotagem
A
Biologia do Pensamento
O
Campo morfogenético
Crenças
e Hereditariedade
Testes
Cinestésicos
Domingo
Frases de Apoio
Como fazer um Equilíbrio
Reforços – a importância da prática
Dissolvendo traumas
Equilíbrio dos Hemisférios Cerebrais
A origem da dor (antepassados)
Exercícios Práticos
Serão entregues atestado de participação
em BioPsique
Será fornecido rico material didático
Inscrições: taniarocha@hotmail.it
Constelações Sistêmicas: por amor à você mãe, eu também falo mal dos homens! (e estrago a minha vida)
Participei como representante numa constelação onde a questão era a relação da cliente com os pais. Foram colocados representantes para a Mulher, Mãe, Pai. Colocados frente a frente, logo se revela que a Mulher olha como que envergonhada para a Mãe. Senti necessidade de entrar na constelação, e fiquei atrás da Mãe, cochichando murmúrios nos ouvidos dela, enquanto eu olhava para o Pai.
O facilitador colocou então um casal atrás de mim, e eu disse que queria o meu marido ali - portanto, eu representava a Avó da cliente. Quando o Avô entrou e ficou próximo de mim, eu comecei a falar mais alto para a Mãe frases como "os homens não prestam", "eles só humilham a gente", e eu olhava fixamente para o Avô, com um olhar de raiva. Aquele casal que entrou por último eram os Bisavós da cliente. A Bisavó olhava para mim com amor. Eu ouço a Mãe dizer que amava o Pai, e nesse momento eu caio de joelhos aos pés da Bisavó, chorando, envergonhada porque tinha a sensação de que "falhei" (ao não ensinar devidamente minha filha a também falar mal dos homens).
A Bisavó diz "que bom que você não conseguiu filha, porque o amor venceu". Fico com raiva dela, afinal "eu" estraguei a minha vida sendo fiel à ela, não ficando disponível ao amor de um homem. Depois de algumas falas de reconciliação, começo a ceder ao Avô, que tenta se aproximar. Mas ainda fica a dúvida, se vou até ele ou se fico aos pés da Bisavó. Mais algumas frases e finalmente vou aos braços do marido, o Avô. Assim, a Mulher consegue se aproximar amorosamente dos pais. As mulheres falam mal dos homens porque elas sabem a força que carregam - o poder sobre a Vida - e no equilíbrio da balança (de troca), elas não reconhecem o valor dos homens, afinal elas são mães por causa deles! Uma mulher só é mulher ao lado de um homem!
O facilitador colocou então um casal atrás de mim, e eu disse que queria o meu marido ali - portanto, eu representava a Avó da cliente. Quando o Avô entrou e ficou próximo de mim, eu comecei a falar mais alto para a Mãe frases como "os homens não prestam", "eles só humilham a gente", e eu olhava fixamente para o Avô, com um olhar de raiva. Aquele casal que entrou por último eram os Bisavós da cliente. A Bisavó olhava para mim com amor. Eu ouço a Mãe dizer que amava o Pai, e nesse momento eu caio de joelhos aos pés da Bisavó, chorando, envergonhada porque tinha a sensação de que "falhei" (ao não ensinar devidamente minha filha a também falar mal dos homens).
A Bisavó diz "que bom que você não conseguiu filha, porque o amor venceu". Fico com raiva dela, afinal "eu" estraguei a minha vida sendo fiel à ela, não ficando disponível ao amor de um homem. Depois de algumas falas de reconciliação, começo a ceder ao Avô, que tenta se aproximar. Mas ainda fica a dúvida, se vou até ele ou se fico aos pés da Bisavó. Mais algumas frases e finalmente vou aos braços do marido, o Avô. Assim, a Mulher consegue se aproximar amorosamente dos pais. As mulheres falam mal dos homens porque elas sabem a força que carregam - o poder sobre a Vida - e no equilíbrio da balança (de troca), elas não reconhecem o valor dos homens, afinal elas são mães por causa deles! Uma mulher só é mulher ao lado de um homem!
Fonte: Cura Pessoal
Constelações Sistêmicas: por fidelidade à família eu sofro no casamento
Participei como representante numa constelação familiar onde um casal está com problemas: o marido a traiu, e ela quer mesmo assim, tentar. Ele diz que se arrepende, e ela aceita isso. Quando eu, escolhida para representá-la, fiquei frente a frente com o rapaz que representava o marido, olhei nos olhos dele, sorri, marota, como que seduzida. Quando tento dar um passo em direção à ele, começo a chorar e me afasto sutilmente. Ficamos assim por vários minutos, entre o riso e o choro. Era como se eu fosse repelida ou atraída por algo invisível. E o representante dele dizia que queria ficar comigo. Quando forço a aproximação, caio no chão, deitada de costas. Ele aparece no meu campo de visão, mas tenho a sensação de que há outras pessoas olhando para mim. Foram colocadas, gradativamente então, mais pessoas, todas mulheres. A cliente havia dito que muitas mulheres da família foram traídas ou não mantiveram seus casamentos. Afasto, com meus pés, o representante do marido para fora do meu campo de visão porque sentia medo que ele ficasse perto delas. Quando olho para todas as oito mulheres olhando para mim, no chão, me levanto, e sou cercada por todas. Me sinto embriagada, extasiada, e digo "Cheguei! Estou em casa agora" e rio de alegria, girando dentro do círculo delas. Elas me acolhem com muito amor.
O facilitador pede então que eu diga à elas "Como vocês", ou seja, a cliente vive como elas. Todas elas sorriem para mim, concordando. Mas numa rápida olhada, avisto o representante do marido, e choro, quero ir até ele, mas elas me seguram. Foram ditas várias falas de cura, porque estas mulheres abriram mão do amor e do casamento, e a cliente estava seguindo este caminho, talvez num futuro muito próximo, separando-se. As falas de cura solicitam, com respeito, que estas mulheres abençoem a cliente, para que ela viva feliz no casamento e no amor. Depois de muitas falas e de reverenciá-las no sofrimento e na dor, elas se afastam, e consigo me aproximar rapidamente do marido, abraçando-o fortemente. Sim, por amor, mulheres de várias gerações são fiéis àquelas que sofreram, perpetuando uma dinâmica muitas vezes por séculos afora. E a importância da cliente nesta família talvez seja a de justamente "quebrar" esta dinâmica, para que, a partir de agora, as mulheres da família desfrutem da alegria e da felicidade no amor. O marido procurou através da traição chamar a atenção da mulher, em vão. Quando terminamos a constelação, a cliente agradece ao marido pela paciência. Ele sorri, e a beija. Foi uma linda constelação, que mais uma vez mostra que por amor à nossa família, podemos optar pela dor e pelo sofrimento.
Fonte: Cristina Maruju
O facilitador pede então que eu diga à elas "Como vocês", ou seja, a cliente vive como elas. Todas elas sorriem para mim, concordando. Mas numa rápida olhada, avisto o representante do marido, e choro, quero ir até ele, mas elas me seguram. Foram ditas várias falas de cura, porque estas mulheres abriram mão do amor e do casamento, e a cliente estava seguindo este caminho, talvez num futuro muito próximo, separando-se. As falas de cura solicitam, com respeito, que estas mulheres abençoem a cliente, para que ela viva feliz no casamento e no amor. Depois de muitas falas e de reverenciá-las no sofrimento e na dor, elas se afastam, e consigo me aproximar rapidamente do marido, abraçando-o fortemente. Sim, por amor, mulheres de várias gerações são fiéis àquelas que sofreram, perpetuando uma dinâmica muitas vezes por séculos afora. E a importância da cliente nesta família talvez seja a de justamente "quebrar" esta dinâmica, para que, a partir de agora, as mulheres da família desfrutem da alegria e da felicidade no amor. O marido procurou através da traição chamar a atenção da mulher, em vão. Quando terminamos a constelação, a cliente agradece ao marido pela paciência. Ele sorri, e a beija. Foi uma linda constelação, que mais uma vez mostra que por amor à nossa família, podemos optar pela dor e pelo sofrimento.
Fonte: Cristina Maruju
CURANDO AS FERIDAS DO ABORTO
Até meus 38 anos, isto é 15 anos atrás, eu era, como a grande maioria da nossa sociedade, totalmente ignorante no que diz respeito ao aborto. Somente com a entrada da Constelação Familiar na minha vida, pude começar a perceber os efeitos que um aborto causa para o próprio feto, para os pais e para toda a família. Quando tive a oportunidade de reviver dezenas de casos de aborto - inclusive alguns meus - através das Constelações Familiares pude sentir o quanto aquelas "almas" ainda estavam ligadas a seus pais. No meu caso particular, pude sentir cada uma delas e pude finalmente me reconciliar com as mesmas e, por conseguinte com o meu próprio coração. Caso você tenha provocado algum aborto, aproveite a leitura desse artigo para incluir esse ser abortado no seu coração e curar assim essa ferida que provavelmente ainda está aberta no seu peito. Bert Hellinger, o criador da Psicoterapia Sistêmica Fenomenologia, conhecida também como Constelação Familiar Sistêmica, não tem nenhuma vinculação religiosa, mas é a meu ver um ser religioso que busca a espiritualidade em cada fenômeno que a ele se apresenta. Ele teve "insights" preciosos a respeito do aborto e suas consequências.Tomei conhecimento das Constelações Sistêmicas através de uma amiga alemã - a terapeuta Mimansa que desde cedo vem acompanhando o trabalho de Bert Hellinger e suas descobertas incrivelmente reveladoras. Quando vi pela primeira vez a colocação nas Constelações de filhos abortados, pude perceber que o mal maior é causado não somente pelo ato de abortar, mas pela exclusão e tentativa de esquecimento daquele filho rejeitado. Os pais, principalmente a mãe, ficam ligados sistemicamente a esse filho abortado e mesmo negando a sua existência, inconscientemente eles estão conectados ao mesmo. E o que é mais grave, os pais olham na direção dos filhos mortos prematuramente e inconscientemente dizem: "eu sigo você meu filho querido". Isso significa que eles iniciam uma caminhada na direção à morte, ao fracasso, à doença ou à separação.
Os filhos vivos por sua vez, sentem a "ausência" dos pais e percebem, inconscientemente que um deles, ou os dois, querem desaparecer. O olhar dos pais fica perdido no horizonte. Então, por amor, os filhos vivos dizem internamente: "Antes eu do que você, querido pai ou mãe". E se esse desejo inconsciente de substituir os pais na caminhada em direção à morte não for interrompida, pode ocasionar uma seqüência de mortes e/ou doenças, geração após geração, até o momento que tudo isso seja trazido à luz. E esse padrão destrutivo será interrompido quando pudermos incluir no coração todos os que morreram, foram excluídos ou esquecidos, inclusive os filhos abortados. Bert Hellinger em seu livro "A fonte não precisa perguntar pelo caminho" nos elucida essa questão do aborto: "Crianças abortadas têm sempre um efeito especial para seus pais. Nisso existe, frequentemente, a dinâmica de que a mãe ou o pai dessa criança abortada queira segui-la, também, na morte. Ou expiam, quando mais tarde não se permitem estar bem, por exemplo, não têm ou não encontram mais um outro companheiro. Ou, se têm um relacionamento, se separam. Isso seria muito pior para a criança abortada se soubesse do efeito do seu destino". Em outro parágrafo Bert fala da reconciliação e da cura: "A dor e o amor reconciliam a criança com o seu destino".
Por outras palavras: É necessário assumir a dor e a responsabilidade ou sentimento de culpa para que o amor suprimido volte a fluir na interação com o filho abortado e na vida dos sobreviventes. Toda essa compreensão me ajudou a curar feridas de peso e culpa que eu carregava comigo. Os passos que dei são os mesmos que qualquer pessoa pode dar: reconhecer os abortos, incluir meus filhos abortados no coração; reverenciar as mães ou os pais e assumir a sua parte da responsabilidade. Pude, durante e depois de cada vivência, sentir o amor expandindo no meu coração, uma leveza e um desprendimento que invadiu todo o meu ser. Bert também nos dá dicas preciosas de como continuar nosso processo de cura, ele diz: "E é importante que a força que vem da culpa possa fluir para algo bom em homenagem a essa criança, por exemplo, no cuidar generosamente de outros. Isso atua de volta na criança. Então a criança não se foi. É acolhida novamente pelos seus pais, participa de sua vida e fica reconciliada. Isso seria uma boa solução para todos". Caso você tenha problemas de fracassos, depressão, acidentes frequentes, e qualquer sentimento que lhe leva em direção à morte, procure um terapeuta de Constelação Familiar na sua cidade e comprove o poder de cura do trabalho sistêmico.
Guilherme Ashara.
Os filhos vivos por sua vez, sentem a "ausência" dos pais e percebem, inconscientemente que um deles, ou os dois, querem desaparecer. O olhar dos pais fica perdido no horizonte. Então, por amor, os filhos vivos dizem internamente: "Antes eu do que você, querido pai ou mãe". E se esse desejo inconsciente de substituir os pais na caminhada em direção à morte não for interrompida, pode ocasionar uma seqüência de mortes e/ou doenças, geração após geração, até o momento que tudo isso seja trazido à luz. E esse padrão destrutivo será interrompido quando pudermos incluir no coração todos os que morreram, foram excluídos ou esquecidos, inclusive os filhos abortados. Bert Hellinger em seu livro "A fonte não precisa perguntar pelo caminho" nos elucida essa questão do aborto: "Crianças abortadas têm sempre um efeito especial para seus pais. Nisso existe, frequentemente, a dinâmica de que a mãe ou o pai dessa criança abortada queira segui-la, também, na morte. Ou expiam, quando mais tarde não se permitem estar bem, por exemplo, não têm ou não encontram mais um outro companheiro. Ou, se têm um relacionamento, se separam. Isso seria muito pior para a criança abortada se soubesse do efeito do seu destino". Em outro parágrafo Bert fala da reconciliação e da cura: "A dor e o amor reconciliam a criança com o seu destino".
Por outras palavras: É necessário assumir a dor e a responsabilidade ou sentimento de culpa para que o amor suprimido volte a fluir na interação com o filho abortado e na vida dos sobreviventes. Toda essa compreensão me ajudou a curar feridas de peso e culpa que eu carregava comigo. Os passos que dei são os mesmos que qualquer pessoa pode dar: reconhecer os abortos, incluir meus filhos abortados no coração; reverenciar as mães ou os pais e assumir a sua parte da responsabilidade. Pude, durante e depois de cada vivência, sentir o amor expandindo no meu coração, uma leveza e um desprendimento que invadiu todo o meu ser. Bert também nos dá dicas preciosas de como continuar nosso processo de cura, ele diz: "E é importante que a força que vem da culpa possa fluir para algo bom em homenagem a essa criança, por exemplo, no cuidar generosamente de outros. Isso atua de volta na criança. Então a criança não se foi. É acolhida novamente pelos seus pais, participa de sua vida e fica reconciliada. Isso seria uma boa solução para todos". Caso você tenha problemas de fracassos, depressão, acidentes frequentes, e qualquer sentimento que lhe leva em direção à morte, procure um terapeuta de Constelação Familiar na sua cidade e comprove o poder de cura do trabalho sistêmico.
Guilherme Ashara.
Conflito entre alunos – uma abordagem seguindo as leis do amor
Relato do caso
O relato abaixo foi extraído da prática de uma amiga que tendo trabalhado há anos em escolas no ensino fundamental foi apresentada ao trabalho de constelações em 2005 através de nosso instituto. Baseado nas leis do amor descritas por Bert Hellinger essa amiga, que atuava como orientadora em uma escola, viu-se um dia frente a uma situação corriqueira: duas alunas do 1º ano brigaram e uma delas bateu na outra. Foi um tapa que a primeira (aqui vou chamá-la de Ana) deu na segunda (aqui vou chamá-la de Camila), e as duas foram levadas à orientadora. Seguiu-se a seguinte história:
Camila: Ela me bateu e doeu muito!
Orientadora (para Ana): Você agora pode ver que a Camila está chateada com você e com razão. Olhe para ela... Quando a gente bate nos outros é assim, tem conseqüências.
Ana: Mas ela falou algo comigo que eu não gostei...
Orientadora: Bem, só por causa disso você não tem o direito de bater nela. Veja: agora ela está muito chateada com você. Você quer isso?
Ana: Não! Eu gosto de brincar com a Camila.
Orientadora: Bem, Camila, você pode ir. A Ana ainda vai ficar aqui comigo.
(Após a saída da Camila)
Orientadora: Sabe, entre duas pessoas sempre existe uma troca. Você dá uma coisa boa e recebe outra. Você dá uma coisa ruim e recebe outra. Você agora tem que pagar pelo que fez à Camila se deseja realmente que as coisas entre vocês duas fiquem bem de novo.
Ana: Tia, mas eu não tenho dinheiro!
Orientadora (rindo): Não se trata de dinheiro, a gente paga de muitos modos... Você logo logo vai compreender. Me procure mais tarde...
Mais tarde Ana procura espontaneamente a orientadora.
Ana: Tia, a Camila não quer mais brincar comigo. Eu pedi a ela, mas ela disse que não queria mais brincar comigo. (Começa a chorar baixinho).
Orientadora: É claro! Lembra o que eu lhe disse antes? Ficar sem brincar com ela é parte do “preço” que você tem que pagar por ter batido nela...
Ana: (Chorando baixinho) Mas eu gosto dela... tia, é minha melhor amiga...
Orientadora: Ok. Amanhã poderemos resolver isso. Vá para casa, sua mamãe está te esperando...
No outro dia, a orientadora chama as duas para uma nova conversa. Coloca-as frente a frente novamente, de forma que ambas possam ver uma a outra.
Orientadora: Ana e Camila, vocês sempre brincaram juntas, e ontem vocês brigaram, sendo que a Ana bateu em você Camila. Mas ela me procurou ontem ainda e me disse que estava sentindo falta de voltar a brincar com você, Camila. Você tem algo a dizer Ana?
Ana: Sim, tia. (Para Camila) Eu sinto muito que eu bati em você. Eu queria voltar a brincar com você.
Camila: Eu estava com raiva, mas agora eu estou bem. Agora eu quero brincar com você de novo. Eu também sinto muito que eu xinguei você.
Orientadora: Certo! Vão brincar então!
Comentário
Habitualmente quando há um conflito na escola a estratégia muitas vezes do orientador é buscar a reconciliação através do “perdão” e do “pedido de desculpas”. Quando olhamos para essas tentativas à luz das leis do amor que Hellinger descobriu, percebemos que essa abordagem viola o equilíbrio no dar e tomar. O agredido é quase que obrigado a “perdoar” o agressor, e com isso sofre o dano e ainda tem que arcar quase sozinho com as conseqüências. Ele então fica com raiva. Na superfície talvez “perdoe” mas na realidade não. O conflito persiste, e o que é ainda pior, subjacente. O agredido permanece com um desejo secreto de vingança. Também o agressor é “humilhado”, pois não pode se manter “igual”. É de certa forma como que forçado a se “diminuir” perante o agredido. Hellinger mostra que num conflito assim o agressor tem não apenas o dever de reparar, mas o direito de fazê-lo e o agredido tem não só o direito de exigir reparação mas o dever de fazê-lo, a bem da reconciliação. Porém se o agressor não quer, não pode ou não sabe como reparar, por exemplo fazendo algo bom ao agredido, então é adequado que o agredido “dê um troco” um pouco menor do que aquilo que lhe foi feito, a fim de restabelecer o equilíbrio no dar e tomar. Aqui nesse exemplo fica claro como a agredida deu um “troco” um pouco menor ao se recusar a brincar com a “agressora”. E como isso abriu as portas para uma rápida reconciliação. A orientadora ao mostrar à parte agressora as conseqüências de seus atos e permitir que ela arcasse com as conseqüências não tentou forçar uma reconciliação antes da hora, mas permitiu que as leis do amor atuassem por si, o que resultou uma solução “natural” e simples.
Esse é um relato que acredito ser útil a milhares de educadores no Brasil que estejam desejosos de aplicar os princípios da pedagogia sistêmica segundo Bert Hellinger no âmbito de suas escolas. Observem que não houve a necessidade de procedimentos complicados e nem mesmo a execução formal de uma constelação familiar para que a solução fosse atingida, o que mostra a simplicidade dos princípios da abordagem sistêmica fenomenológica desenvolvida por Bert Hellinger.
Escrito por Décio Fábio de Oliveira Júnior
PEDAGOGIA SISTÊMICA
O
sistema de educação, o sistema familiar e o sistema social encontram-se em
constante interação na sala de aula. Pedagogia Sistêmica vem de encontro com a
necessidade de gerar e fortalecer o vínculo entre os professores e os alunos
incluindo o sistema familiar de origem. Atende
todos os sistemas, sua interação e o lugar de cada um dos elementos do sistema
para uma maior funcionalidade. A
Pedagogia Sistêmica promove a aprendizagem dos alunos mediante o trabalho
conjunto com os pais de família, para educar de maneira conjunta escola e
família.
A
Educação Sistêmica contribui em vários níveis:
-
Na escola como organização: favorece a cooperação entre supervisores,
diretores, consultores, professores, alunos e famílias.
-
Na escola como entidade educadora: enriquece as atividades de aprendizagem.
Quando os conteúdos educacionais introduzem elementos familiares e sistêmicos,
aprende-se mais facilmente.
-
Na escola como âmbito democrático de convivência: potencializa a inclusão, a
resolução de conflitos e a participação na comunidade.
-
Na escola como motor de melhoria contínua e aperfeiçoamento dos professores.
-
Na escola e na família como fator de mudança na postura de profissionais na
área do ensino, pais e alunos, a partir da aplicação das Leis Sistêmicas
Básicas.
-
Tem sido utilizada hoje como um dos principais instrumentos de apoio à
aprendizagem e administração de escolas na Europa e México.
-
Nos órgãos públicos de atendimento à criança e ao adolescente auxiliando na
reintegração dos mesmos na família, na escola e na sociedade.
Fundamentos
conceituais da Pedagogia Sistêmica:
a)
Constelações familiares
b)
Fenomenologia
c)
Teoria de Sistemas
d)
Terapia familiar sistêmica
e)
Construtivismo
Problemas
que soluciona:
a)
baixo rendimento escolar
b)
falta de atenção na aula
c)
disciplina na sala de aula
d)
comunicação com o docente
e)
integração familiar
f)
formação axiológica
g)
estruturação da jornada escolar
h)
integração do grupo
i)
formação docente
j)
outros
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Pedagogia Sistêmica: sem raízes não há asas

O
sonho que marcou a diferença na educação. A
Pedagogia Sistêmica inicia-se no ano 2000. Um novo enfoque, num novo milênio
que se baseia no natural da vida e nos elementos que anteriormente não tinham
sido observados dentro de um sistema que está inter-relacionando-se totalmente,
um com outro. Refiro-me ao sistema educativo, ao sistema familiar e ao sistema
social.
Como
menciona Marianne Franke Gricksch, em 2006 a transferência da visão sistêmica
da terapia familiar para a docência, permite perceber as pessoas não como
indivíduos isolados, mas como parte de uma estrutura inter-relacionada.
Hellinger assinala que, a nível subconsciente, participamos na trama familiar e
de seu destino coletivo. As constelações familiares permitem revelar o fato de
que fazemos parte de uma grande alma que compreende a todos os membros da
família, sujeitos a um ordem essencial. Tem-se que encontrar e respeitar tal
ordem para que encontremos nosso lugar dentro da nossa família, respeitando o
destino dos outros membros dessa família. O respeito e o amor à família não são
um sentimento, constituem uma postura baseada em princípios que geralmente não
é consciente. Nossa inclusão nessa grande alma é um senão, e nós nos
encontramos sujeitos ao nosso destino familiar. Nisto se baseia o enfoque
sistêmico-fenomenológico.
A
visão da Pedagogia Sistêmica é belíssima, porque vê nas atitudes disfuncionais
dos alunos, somente uma mostra profunda de amor; uma lealdade incondicional ao
pai, uma lealdade incondicional à mãe. A
última oportunidade que temos como pais de família, de participar de maneira
poderosa e eficaz na vida de nossos filhos é na adolescência; e hoje, os
filhos, os alunos, precisam muitíssimo dos adultos, precisam de uma
participação afetiva e generosa, desde declarar que o processo educativo se
leva a cabo, principalmente, através do trabalho dos pais; neste ponto,
baseia-se a diferença. Que
se requer? Firmeza e Sensibilidade. Essencialmente,
como professores, precisamos tomar nossos pais em nosso coração, e daí, se abre
a sensibilidade, mas junto com a sensibilidade, uma outra ferramenta
fundamental, é a firmeza. Não é uma ou a outra, são as duas juntas. Amor claro
e reconhecimento de limites.
Na
Pedagogia Sistêmica recuperamos a alegria por viver, e é a força que levamos a
aula.
Imaginemos
os professores usando o amor que lhes é comum, porém tomando a força de seus
próprios pais, e daí fluindo para seus alunos; e imaginemos o amor dos pais de
seus alunos fluindo através deles; isso é poderosíssimo. Toda a diferença é
educar no amor, fluindo desde a ordem. Sem ordem, não flui o amor; não tem a
mesma força e, portanto, o mesmo impacto; O AMOR DOS PAIS FLUINDO NOS FILHOS É
A FORÇA NA EDUCAÇÃO.
Escrito por Angélica Olvera (CUDEC)
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